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Internacional

António Costa vence eleição em Portugal

Partido Socialista, do atual primeiro-ministro, deve se manter no poder e ganhar mais assentos no Parlamento lusitano

por FolhaPress

08/10/2019 - 06h00

Rafael Marchante/Reuters

António Costa comemora vitória: desemprego caiu e PIB teve crescimento nos últimos quatro anos

Lisboa - A 'geringonça´que levou António Costa ao cargo de primeiro-ministro de Portugal parece ter rendido frutos. O acordo do 'Partido Socialista com o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista', a 'geringonça', recebeu esse curioso nome devido ao ceticismo geral dos portugueses com as chances de sucesso do arranjo, fechado após o último pleito, em 2015.

Quatro anos mais tarde, os resultados das eleições realizadas neste domingo (6) mostram que as intensas negociações entre os membros da coalizão valeram a pena.

O Partido Socialista, de centro-esquerda, deve se manter no poder em Portugal e ganhar mais assentos no Parlamento. Ainda precisará formar uma coalizão com outras legendas -e, por isso, há chances de a geringonça voltar à cena. A ultraesquerda, no entanto, pode virar um empecilho. Os partidos vêm pedindo mais investimento público e acusam Costa de ter se aproximado da direita.

Os líderes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português se disseram abertos a repetir a aliança e a apoiar o nome de Costa para seguir como primeiro-ministro. Como condição, pedem que se comprometa a melhorar a vida dos trabalhadores.

"Não há obstáculos para o presidente apontar o premiê e o governo ser formado e começar a trabalhar", afirmou Jerónimo de Souza, líder dos comunistas. "Firmaremos nossa posição dependendo das escolhas do Partido Socialista, nos instrumentos orçamentários e nos conteúdos das propostas legislativas."

O partido do primeiro-ministro foi impulsionado nas urnas pela recuperação econômica de Portugal. Em 2011, o país sofria com os reflexos da crise financeira global de 2008. O então premiê, José Sócrates, recorreu ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e à União Europeia e fechou um acordo de 78 milhões de euros.

Em 2013, o desemprego bateu recorde e chegou a 17,5%. -o maior índice registrado pelo Brasil nos últimos dez anos é de 12,7%, em 2017, e atualmente está em 11,8%.

Quando assumiu, em 2015, Costa foi na contramão da austeridade aplicada por Grécia e Irlanda: reverteu cortes nos salários e pensões e ofereceu incentivos às empresas.

Atualmente, o desemprego está em 6,3% e o PIB registrou crescimento nos últimos quatro anos acima da média dos países da União Europeia.

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