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Internacional

Turquia faz ataque na fronteira entre Síria e Iraque

por Orhan Coskun

09/10/2019 - 06h00

Ancara - Forças militares da Turquia atacaram a fronteira entre a Síria e o Iraque para impedir forças curdas de usar a rota para reforçar o nordeste sírio enquanto Ancara se prepara para atacar o local na esteira da inesperada retirada dos Estados Unidos da área, disseram autoridades turcas à Reuters nesta terça-feira.

A Turquia se diz pronta para avançar sobre o nordeste da Síria agora que os EUA começaram a retirar tropas da fronteira turca-síria, uma mudança de diretriz abrupta do presidente Donald Trump amplamente criticada em Washington por ter sido vista como uma traição de seus parceiros curdos.

A medida deixará as forças lideradas por curdos, aliadas de longa data de Washington, vulneráveis a uma incursão das Forças Armadas Turcas (TSK), que as rotulam como terroristas devido aos seus laços com militantes curdos responsáveis por uma insurgência já antiga na Turquia.

DETALHES

Dando detalhes sobre o ataque da madrugada, uma autoridade de segurança disse que um dos principais objetivos é interromper uma rota de trânsito entre o Iraque e a Síria que é usada com frequência por grupos armados curdos "antes da operação na Síria".  "Desta maneira, o trânsito do grupo para a Síria e as linhas de apoio, inclusive de munição, são cortados", disse a autoridade.  Não ficou claro que tipo de dano ocorreu ou se houve baixas.

Para entender Trump

Um dia após o anúncio de que os EUA deixarão de apoiar os curdos, que lutam no sul da Síria contra o Estado Islâmico e o regime de Bashar al-Assad, o presidente Donald Trump disse que não os abandonou.

"Nós podemos estar no processo de sair da Síria, mas de nenhuma maneira nós abandonamos os curdos, que são pessoas especiais e lutadores maravilhosos. Da mesma forma, nossa relação com a Turquia, membro da Otan e parceiro comercial, tem sido muito boa", postou Trump em uma rede social. Os curdos são aliados americanos desde a invasão do Iraque para derrubar o regime de Saddam Hussein, em 2003. E desde 2011 eles recebem apoio dos EUA para combater o Estado Islâmico, que foi derrotado e perdeu as regiões que controlava na Síria e no Iraque.

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