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Chile vai aumentar salário mínimo

Sob onda de protestos, presidente Sebastián Piñera, do Chile, envia projeto para aumentar em 16% o salário e reduzir pedágios

por Estadão Conteúdo - Site

07/11/2019 - 06h00

Pablo Sanhueza/Reuters

Desde o dia 18 de outubro, sem trégua, os protestos ocorrem nas principais cidades chilenas

Santiago - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, enviou nesta quarta-feira ao Congresso um projeto para aumentar o salário mínimo em 16% e reduzir pedágios, atendendo a duas das várias demandas que alimentam protestos no país há quase três semanas.

Piñera firmou a iniciativa para garantir aos que trabalham jornada completa e pertencem aos lares mais vulneráveis um salário mínimo de 350 mil pesos chilenos (US$ 468), que será proporcionado em forma de um subsídio estatal.

"BOAS INTENÇÕES"

"Estamos respondendo com feitos e não somente com boas intenções ao que o povo tem demandado com tanta força", afirmou Piñera ao anunciar na quarta-feira o envio do projeto. O salário mínimo atual está em US$ 402. A medida beneficiaria 540 mil pessoas, disse o presidente, e a maioria das ajudas estarão destinadas a pequenas e médias empresas. "Este é um benefício que chegará ao bolso e diretamente" aos trabalhadores, afirmou. "Com isso estamos dando um novo impulso a uma agenda social."

ACESSOS FECHADOS

Enquanto isso, muitos dos acessos a Santiago estavam fortemente congestionados por um novo protesto. Caminhoneiros agora interrompem as principais vias do país e pedem a anulação de dívidas de pedágios. Nas principais cidades continua havendo confronto entre manifestantes e a polícia.

Um procurador do Chile disse nesta quarta-feira que buscará autorização da Justiça para investigar 14 policiais suspeitos de torturaram manifestantes durante as quase três semanas protestos e tumultos intensos no país.

Manual Guerra, procurador do leste de Santiago, disse que a investigação diz respeito a dois casos separados ocorridos durante os nove dias do estado de emergência decretados na capital a partir de 18 de outubro.

Os supostos casos tiveram como pano de fundo 20 dias de revoltas em massa, saques e, mais recentemente, protestos pacíficos contra a desigualdade endêmica em uma das nações mais ricas da América Latina. Vinte e três pessoas morreram nos confrontos.

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