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Internacional

Mercosul: País estreita laços com a Bolívia

Brasil convida governo interino da Bolívia para cúpula do Mercosul

por FolhaPress

01/12/2019 - 06h00

Manuel Claure/Reuters

Jeanine é alvo de deferência por parte da presidência do bloco

Brasília - O Brasil convidou representantes do governo interino da Bolívia para a cúpula do Mercosul, que será realizada entre 4 e 5 de dezembro, em Bento Gonçalves (RS).

O governo boliviano está a cargo de Jeanine Añez desde 12 de novembro, quando ela se autoproclamou presidente interina após Evo Morales ter renunciado e deixado o país rumo ao exílio no México. 

De acordo com o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, o Brasil enviou o convite a Añez por estar na presidência rotativa do Mercosul (bloco que também é formado por Argentina, Uruguai e Paraguai). 

Ele disse, no entanto, que ainda não há informações se a presidente interina comparecerá ou se enviará um representante. 

Evo renunciou em meio a pressões de manifestações populares e das Forças Armadas. Ele se diz vítima de um golpe de Estado. 

LEGITIMIDADE

O governo Jair Bolsonaro, no entanto, considera legítimo o processo que levou Añez ao poder. Após assumir, a presidente interina convocou novas eleições.

Existe divergência dentro do Mercosul sobre a situação da crise na Bolívia. O governo de centro-esquerda do Uruguai, por exemplo, também considera que Evo Morales sofreu um golpe de estado. 

O embaixador Costa e Silva disse nesta sexta que os demais países-membros foram avisados do convite à Bolívia. 

"Embora não seja um membro do Mercosul, a Bolívia é um estado associado e está em processo de adesão ao bloco. 

Argentina

Sobre uma possível resistência do novo governo da Argentina ao modelo de negócios do bloco, Pedro Miguel disse que não houve nenhum sinal concreto de atrito, e minimizou a questão. "Vamos aguardar a definição das novas autoridades argentinas. Vamos sentar com a contraparte argentina e demais países para conversar. Como qualquer outro país, a Argentina vai precisar tomar pé das negociações e depois haverá espaço para temas em cima da mesa. Eu prefiro trabalhar com fatos", afirmou.

O peronista Alberto Fernández, que venceu Macri na eleição de outubro, e o presidente eleito do Uruguai, Lacalle Pou, não foram convidados para a cúpula. De acordo com o embaixador, a prerrogativa de convidar governos ainda não formados é da presidência de cada país.

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