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Manifestantes iranianos pediram renúncia de líder, mostram vídeos

Vídeos no Twitter mostram que população foi às ruas após o país assumir que as Forças Armadas derrubaram o avião ucraniano

por Reuters

12/01/2020 - 06h00

Nazanin Tabatabaee/ via Reuters

As 176 pessoas que estavam na aeronave morreram

Dubai - Num ato incomum e rapidamente reprimido, manifestantes iranianos pediram a renúncia do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, neste sábado (11), depois que o governo do Irã afirmou que suas Forças Armadas derrubaram por engano um avião ucraniano, matando todas as 176 pessoas a bordo.

"Comandante-em-chefe (Khamenei) renuncie, renuncie", gritavam centenas de pessoas, de acordo com vídeos publicados no Twitter, em frente à universidade Amir Kabir, em Teerã.

O Irã afirmou neste sábado que suas Forças Armadas derrubaram um avião ucraniano, matando todas as 176 pessoas a bordo, em um "erro desastroso", dizendo que as defesas aéreas do país foram disparadas por engano durante um período de alerta após um ataque iraniano contra alvos norte-americanos no Iraque.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse neste sábado que o reconhecimento do Irã de que abateu um avião de passageiros ucraniano foi um passo na direção certa, mas cobrou que os responsáveis sejam responsabilizados.

"Em insisto na conclusão imediata da identificação dos corpos e em seu retorno à Ucrânia", escreveu Zelenskiy no Twitter, depois de falar com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, por telefone.

"Os culpados devem ser responsabilizados", acrescentou.

O PROTESTO

 A agência de notícias iraniana Fars, em um raro relato sobre protestos contra o governo, disse que manifestantes cantaram frases contra as autoridades do país em Teerã neste sábado.

Segundo a Fars, cerca de 700 a 1.000 pessoas participaram do protesto, que não são comuns no País, um regime teocrata totalmente fechado. 

"Comandante-em-chefe, renuncie, renuncie", eram os versos cantados no protesto, reprimido pela polícia com gás lacrimogêneo. Segundo a agência Reuters, ainda não foi possível verificar a veracidade do vídeo.

 

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