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Internacional

Na Austrália, helicópteros lançam comida para animais

Autoridades da Austrália estão utilizando helicópteros para lançar batatas-doces e cenouras para animais famintos

por Estadão Conteúdo

14/01/2020 - 12h06

Reuters

Guarda Nacional carrega cenouras para animais famintos

Melbourne - Autoridades da Austrália estão utilizando helicópteros para lançar batatas-doces e cenouras para animais famintos, como resultado da destruição de seu hábitat pelos incêndios.

Ao todo, o governo do Estado de Nova Gales do Sul despejou de aeronaves mais de duas toneladas de alimentos. Além disso, o governo local está instalando câmeras para monitorar o consumo de alimentos pelos animais. 

Os incêndios florestais das últimas semanas na Austrália são uma "catástrofe ecológica" que demorará décadas para ser superada e que exige apoio financeiro significativo e mudanças de políticas ambientais, advertem especialistas.

Segundo Stuart Blanch, cientista ambiental e um dos responsáveis pelo setor de reflorestamento da World Wide Fund - Austràlia (WWF-A), essas mudanças exigem, necessariamente, medidas concretas para evitar que "continue a aumentar a temperatura do forno" que "cozinha" o planeta Terra.

"Estamos diante de uma catástrofe ecológica, a estimativa é de perda de 1 bilhão de animais, mas sabemos que esse número vai aumentar quando informações mais precisaa forem compiladas", disse.

Nas últimas semanas, o fogo queimou uma área maior que Portugal - a época dos incêndios ainda não terminou -, com sérios danos a ecossistemas, especialmente na costa leste do país, deixando várias espécies ameaçadas. .

O número de 1 bilhão de animais mortos baseia-se em estudo feito em 2007 por um grupo de cientistas especializados em répteis, mamíferos e outros animais que estimava que, em média, havia entre 150 e 160 animais vertebrados em cada hectare do ecossistema.

"O número de 1 bilhão é uma extrapolação conservadora dessa média de animais, considerando os mais de 10 milhões de hectares queimados", explicou.

Em média, 80% desses animais são répteis, incluindo lagartos e cobras, 12% a 15% são aves e 5% a 8% são mamíferos, ficando fora do total morcegos, sapos, peixes e insetos, cujas populações não foram contabilizadas pelo estudo.

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