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Internacional

EUA têm explosão de casos de Covid

País pode superar a Europa e virar o novo epicentro da pandemia, alertou a Organização Mundial da Saúde nesta terça

por FolhaPress

25/03/2020 - 06h00

Jonathan Ernst/Reuters

Presidente Donald Trump e o médico Anthony Fauci falam sobre avanço do coronavírus

Washington - A disseminação do novo coronavírus pelos EUA pode fazer com que o país passe a Europa e vire o novo epicentro da pandemia, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (24). Os casos confirmados nos EUA explodiram em poucos dias. No começo de março, eram menos de cem, na semana passada chegaram a 5 mil, e agora são mais de 40 mil registros e 537 mortos.

Segundo a porta-voz da OMS, Margareth Harris, nas últimas 24 horas, 85% dos novos casos diagnosticados no mundo são provenientes dos EUA e da Europa, 40% deles em território americano. Analistas acreditam que deve haver escalada mais vertiginosa à medida que cresce também o número de testes feitos nos estados, após semanas de atrasos de resultados e falta de material para executar os exames em hospitais e laboratórios. Oficialmente, a OMS contabilizava 334 mil casos no mundo até ontem, com 14,5 mil mortes.

Com o crescimento exponencial dos casos em território norte-americano, o presidente Donald Trump, que inicialmente havia negligenciado a gravidade da crise, declarou emergência nacional no país, guerra ao que chamou de "inimigo invisível" e recomendou medidas de isolamento que implicaram no fechamento de escolas, bares, restaurantes, comércio e deixaram as ruas das grande cidades americanas praticamente desertas.

Trump aplicou um roteiro de isolamento social rigoroso para o país até 30 de março mas, depois disso, afirmou que vai avaliar o caminho a ser adotado nacionalmente. Desde a madrugada de segunda-feira (23), Trump tem dado indícios de querer flexibilizar medidas de distanciamento social que estão em vigor no país e já afetam 40% da população.

Nova York, que concentrava 20 mil casos nesta terça (24), ou seja, quase metade do total de infectados nos EUA, é um dos que têm lançado mão de medidas mais rigorosas. Diante dos 157 mortos até aqui, o governador democrata Andrew Cuomo pediu o fechamento de tudo o que não fosse essencial.

Já o governador do estado de Wasghinton decretou isolamento total para os habitantes do estado nas próximas duas semanas. Com efeito imediato, a medida que o governador Jay Inslee chama de "fique em casa, fique saudável" permite apenas que serviços essenciais e mercados continuem funcionando.

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