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Internacional

Irã envia petroleiros para Venezuela e eleva tensão com os Estados Unidos

País afirma que os EUA destacaram navios de guerra para acompanhar navios

por FolhaPress

20/05/2020 - 06h00

Teerã - O envio de cinco petroleiros do Irã para a Venezuela colocou os dois países, adversários dos EUA, em renovada tensão com Washington. O Irã afirma que os EUA destacaram quatro navios de guerra e um avião de espionagem eletrônica para acompanhar e, talvez, interceptar seus petroleiros. O chanceler do país, Javad Zarif, enviou carta esta semana à Organização das Nações Unidas alertando que o Irã iria responde à altura de qualquer "ato de pirataria", lembrando o óbvio: ambos os países estão sob sanção pelos EUA, mas nada os impede de fazer negócios entre si.

Segundo a agência de notícias Mehr, o embaixador suíço no país persa, que representa interesses americanos, foi chamado à chancelaria para ouvir as queixas. Os EUA não comentaram oficialmente, mas desde abril têm mantido exercícios navais regulares no Caribe, visando deixar o regime de Nicolás Maduro sob pressão. Na semana passada, uma reportagem da agência Reuters disse que americanos consideravam uma ação.

O risco de um embate militar, contudo, parece baixo. Trump pode estar perto de uma eleição, o que sempre faz rufar tambores de guerra, mas tem de lidar com a maior taxa de infecção de coronavírus do mundo.

"Os petroleiros não irão mudar o cálculo dos EUA de evitar uma intervenção na Venezuela. O custo seria muito alto e o retorno, especialmente agora, mínimo. Sobre o Irã, Washington não vai querer dar motivos para Teerã escalar", afirma Allison Fedirka, diretora de análises da consultoria americana Geopolitical Futures.

Como a emergência da pandemia do novo coronavírus talvez faça esquecer, EUA e Irã quase foram às vias de fato no começo de janeiro, quando a Covid-19 ainda era uma obscura pneumonia relatada no interior da China.

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