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Internacional

Europa continua reabertura, enquanto América Latina vê número de casos disparar

por Estadão Conteúdo

21/05/2020 - 13h32

Pixabay

Amsterdã

A Europa continua a avançar na sua progressiva e cautelosa saída do confinamento diante da pandemia de coronavírus, que já deixou mais de 292.000 mortes em todo mundo - enquanto América Latina e Caribe excederam 400.000 casos nas últimas horas.

O número de casos confirmados do novo coronavírus ultrapassou a marca de 5 milhões na madrugada desta quinta-feira (21). Já foram registradas mais de 328 mil mortes por covid-19. Os dados são de levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. O vírus, surgido na cidade de Wuhan, na China, no fim de 2019, já atingiu 188 países em todo o planeta.

A Comissão Europeia apresentou recomendações para uma reabertura "gradual" e "sem discriminação" das fronteiras internas da União Europeia (UE) e para o turismo com segurança, uma iniciativa que visa a salvar a lucrativa estação do verão.

"Não será um verão normal, mas se todos fizerem sua parte, não teremos que enfrentar um verão preso em casa, ou totalmente perdido para a indústria do turismo", disse a vice-presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager.

No plano previsto por Bruxelas, a primeira fase seria a atual, marcada pelo fechamento das fronteiras para viagens "não essenciais". Na segunda, a comissão propõe levantar restrições entre países e regiões com uma situação de saúde semelhante e melhorando.

A fase final levaria ao levantamento de todos os controles de fronteira no espaço europeu de livre circulação de Schengen, para o qual Bruxelas pede aos países que levem em conta critérios sociais e econômicos, bem como sanitários.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já alertou que a "dependência" do turismo, que representa mais de 10% do PIB da UE e quase 12% do emprego, vai acentuar o impacto econômico do coronavírus nas economias da Espanha, Itália e Grécia.

Áustria e Alemanha já anunciaram que planejam restabelecer a livre circulação a partir de 15 de junho na fronteira comum, fechada desde meados de março. A Alemanha observou que, a partir dessa data, planeja reabrir todas as suas fronteiras.

Outras restrições foram levantadas na França e na Espanha, depois de semanas de confinamento que deixaram a população exausta, e suas economias, paralisadas.

Uma parte das crianças francesas conseguiu voltar às aulas, e algumas praias vão reabrir no próximo fim de semana para caminhadas, ou para a prática de esportes.

Na Espanha, muitas pessoas ficaram felizes por poderem voltar aos bares, com rigorosas medidas de higiene e de distanciamento social.

Na terça-feira, 12, as autoridades espanholas decidiram que as pessoas que chegam do exterior terão de passar por uma quarentena de 14 dias.

Advertência nos EUA

Diante de uma catástrofe de saúde global, todos os países tentam encontrar um equilíbrio entre as medidas sanitárias e o renascimento da economia, afetada por uma crise sem precedentes.

Nesse sentido, o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento prevê um impacto "maciço" do coronavírus nas economias da Europa Central e Oriental, com uma queda de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

O chefe imunologista da Casa Branca, dr. Anthony Fauci, emitiu um alerta na Terça-feira (19) contra as possíveis consequências "muito graves" de uma retomada da atividade econômica prematura nos Estados Unidos, o país mais atingido pela covid-19.

As autoridades de saúde de Los Angeles, a segunda maior cidade do país, disseram que as medidas de confinamento provavelmente permanecerão em vigor até o final de julho, a menos que haja uma "grande mudança".

A própria Casa Branca é afetada pela pandemia: o vice-presidente Mike Pence decidiu se afastar por "alguns dias" do presidente Donald Trump, depois que um de seus colaboradores deu positivo para o coronavírus.

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