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Internacional

Agentes de saúde vão testar hidroxicloroquina

Estudo envolverá profissionais da Europa, África, Ásia e América do Sul

por Reuters

22/05/2020 - 06h00

Londres - Profissionais de saúde do Reino Unido começarão a participar de um teste internacional de dois remédios antimalária liderado pela Universidade de Oxford nesta quinta-feira (21) para descobrir se eles podem evitar a Covid-19. O estudo "Copcov" envolverá mais de 40 mil profissionais de saúde da linha de frente da Europa, África, Ásia e América do Sul para determinar se a cloroquina e a hidroxicloroquina são eficazes na prevenção do novo coronavírus.

A demanda por hidroxicloroquina disparou depois que Donald Trump a louvou no começo de abril. No início desta semana, o líder norte-americano disse que agora está tomando o remédio como medicação preventiva contra o vírus, apesar dos alertas médicos a respeito de seu uso.

O teste liderado pela Universidade de Oxford com apoio da Unidade de Pesquisa de Medicina Tropical de Oxford de Mahidol (Moru), em Bangcoc, será aberto a participantes britânicos em instalações hospitalares de Brighton e Oxford nesta quinta-feira e envolve aqueles que estão em contato próximo com pacientes comprovados ou suspeitos de Covid-19.

"Nós realmente não sabemos se a cloroquina ou a hidroxicloroquina é benéfica ou maléfica contra a Covid-19", disse Nicholas White, professor da Universidade de Oxford e coinvestigador principal do estudo. "A melhor maneira de descobrir é um teste clínico aleatório."

A equipe do Copcov disse que indícios de laboratório mostraram que remédios antimalária podem ser eficazes na prevenção ou no tratamento da Covid-19, mas que não existe prova conclusiva. Agências reguladoras dos EUA autorizaram o uso emergencial de hidroxicloroquina para pacientes de coronavírus, mas a Agência de Alimentos e Remédios do país alertou para seu uso em pacientes de Covid-19 fora dos testes hospitalares ou clínicos devido ao risco de problemas graves de arritmia cardíaca.

"Estes testes nos darão melhor compreensão do quão seguros e eficientes estes remédios podem ser em populações e faixas etárias diferentes", disse Nick Cammack, do Wellcome Trust.

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