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Internacional

EUA vão retirar as tropas da Otan

Donald Trump acusa Alemanha de ser 'delinquente' e anuncia saída de tropas da aliada, em tratado que vigora desde 1949

por FolhaPress

30/07/2020 - 05h00

Joyce N. Boghosian

Trump recebe mariner Terry Sharpe, que caminhou 650 kms em campanha contra o suicídio

Washington  - O presidente Donald Trump chamou o governo alemão de "delinquente" em seu gasto com defesa e anunciou a retirada de 12 mil dos cerca de 36 mil militares americanos que estão em base no aliado, membro da Otan (aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949 ).

"Eles estão lá para proteger a Europa. Eles estão lá para proteger a Alemanha, certo? E a Alemanha deve pagar por isso. A Alemanha não está pagando. Não queremos ser mais otários. Assim, estamos reduzindo nossas forças porque eles não estão pagando suas contas. É bastante simples, eles são delinquentes", disse Trump na Casa Branca.

INDIGNAÇÃO

A queda de braço remonta à chegada de Trump ao poder, e sua reativação pode ser creditada às dificuldades eleitorais do presidente em sua campanha à reeleição. O tom virulento, contudo, gerou indignação na Europa e também em casa.

"A redução não é do interesse da Alemanha ou da Otan, e não faz sentido geopolítico para os EUA", escreveu no Twitter Peter Beyer, o coordenador de relações transatlânticas do governo da chanceler Angela Merkel.

O senador republicano Mitt Romney, que é crítico do correligionário Trump, chamou o anúncio de "um tapa na cara de um aliado". Já o democrata Joe Biden, que por ora é favorito contra o presidente no pleito de novembro, afirmou por meio de seu escritório de campanha que irá rever a decisão se eleito.

Politicagem à parte, a discussão sobre os gastos de defesa no escopo da Otan não é nova, apenas foi acirrada por Trump. A meta do grupo de 30 países é que todos usem ao menos 2% de seu PIB (Produto Interno Bruto) no setor -hoje são apenas 9.

País mais rico da Europa, a Alemanha usou em 2019 1,36%, o 17º lugar entre as nações da Otan. Os EUA gastam 3,42% e responderam no ano passado por 39% do gasto militar do mundo.

Mas esse número engana, já que os americanos têm um engajamento global. Só na defesa europeia, gastam cerca de US$ 30 bilhões anuais, enquanto todos os outros 28 membros no continente dispensem dez vezes mais combinados.

A Alemanha abriga hoje o segundo maior contingente americano no exterior após o Japão, que tem 55,6 mil militares de Washington presentes.

Isso reflete a natureza do pós-Segunda Guerra Mundial e a contenção da União Soviética. A crítica americana também aponta para algo que é consenso entre especialistas: a flacidez da musculatura militar alemã, com Forças Armadas pouco eficazes.

 

Covid: mortos passam de 150 mil

As mortes em decorrência do novo coronavírus nos Estados Unidos ultrapassaram 150 mil nesta quarta-feira (30) o nível mais alto do mundo, aumentando em 10 mil ao longo de 11 dias, de acordo com uma contagem da Reuters. 

Esse foi o aumento mais rápido desde que o país passou de 100 mil para 110 mil casos em 11 dias no início de junho, segundo a contagem.

Nacionalmente, as mortes por Covid-19 cresceram por três semanas seguidas, enquanto o número de novos casos semanais caiu recentemente pela primeira vez desde junho.

Um crescimento em infecções no Arizona, Califórnia, Flórida e Texas neste mês lotou hospitais. O Texas é o Estado com maior número de mortes do país neste mês, cerca de 4.000 mortes até agora, seguido pela Flórida, com 2.900, e Califórnia, o Estado mais populoso, com 2.500.

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