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Mortos sobem para 11 e há mais de 400 feridos em protestos na Colômbia

Capital Bogotá vive segunda noite de manifestações contra violência policial; grandes cidades aderem aos atos públicos

por FolhaPress

12/09/2020 - 05h00

Luisa Gonzalez/Reuters

Jovens lotam as ruas de Bogotá após morte de advogado

Bogotá  - Ao menos uma pessoa morreu na segunda noite consecutiva de protestos contra a violência policial na Colômbia, elevando o número de mortos para 11, com pelo menos 403 feridos.

A vítima foi uma mulher atropelada por um ônibus roubado durante as manifestações, na região de Suba, em Bogotá. Os protestos se concentram na região metropolitana da capital colombiana, mas atos acontecem também em outras cidades do país, como Medelín, Cucuta e Cali.

Entre os dez mortos na noite anterior de manifestações, ao menos sete eram jovens com idades entre 17 e 27 anos mortos a tiros, segundo a prefeita de Bogotá, Claudia López. Em Soacha, na região metropolitana da capital, o governo registrou outras três mortes.

ADVOGADO MORTO

As manifestações são uma reação a um vídeo que mostra o advogado Javier Ordóñez, 46, sendo imobilizado por policiais e atingido diversas vezes por uma arma de choque do tipo "taser".

Segundo relatos de testemunhas à imprensa local, Ordóñez, pai de dois filhos que trabalhava como taxista, teria resistido a uma ordem de prisão. A polícia afirma que o advogado estava bebendo na rua com amigos, o que violaria as regras de distanciamento social impostas para combater o coronavírus.

Apesar de Bogotá ter iniciado uma flexibilização da quarentena, a área metropolitana, onde Ordóñez foi atacado, ainda está sob medidas de restrição de mobilidade.

No vídeo, que viralizou, é possível ouvir Ordoñez, já imobilizado, dizendo "por favor, parem" e "agente, eu lhe suplico". Logo, começam gritos de "assassinos", e pedras são atiradas contra os policiais.

Inconsciente, o advogado foi arrastado do local e levado a uma delegacia antes de ser encaminhado a um hospital no distrito de Villaluz, onde morreu. Segundo a família, os abusos continuaram no posto policial.

O saldo das duas noites de atos contabiliza dezenas de carros, motos, ônibus e caminhões de lixo incendiados, além de 60 delegacias atacadas. Ao menos 194 policiais e 248 civis ficaram feridos. Noventa pessoas foram presas, a maior parte em Bogotá.

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