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Internacional

Luis Arce diz que mexerá na relação econômica com o governo brasileiro

'Vou renegociar os contratos de gás com Brasil', diz virtual presidente da Bolívia, que vai pagar bônus para os pobres

por FolhaPress

22/10/2020 - 05h59

Reuters/David Mercado

Candidato presidencial Luis Arce, que lidera as pesquisas na Bolívia

La Paz  - Virtual ganhador das eleições na Bolívia, Luis Arce, 57 anos, diz que quer renegociar os contratos de gás entre seu país e o Brasil, pois o governo brasileiro não deveria ter firmado acordos com uma gestão que não foi eleita de modo democrático, referindo-se à atual presidente, Jeanine Añez.

Os mecanismos de relacionamento econômico entre os países ocorrem apesar dos governos "portanto, nesse ponto, as diferenças não me preocupam. A questão que temos de resolver com o Brasil é o gás. Não estamos contentes com a forma como o governo de Jeanine Añez negociou a questão do gás com o Brasil", disse ele para quem o fato Principalmente porque não era uma atribuição de Añez.

O governo brasileiro deve entender, "uma vez que apoiou este governo "de facto", que falta legitimidade a esse acordo. Queremos revisar os atuais contratos e fazer isso do ponto de vista de uma relação de dois governos que foram eleitos de modo democrático".

Ainda que as projeções o coloquem como vencedor, Arce ainda espera os dados oficiais do Tribunal Supremo Eleitoral para iniciar a transição. A data da posse ainda será definida, mas deve ocorrer na primeira ou na segunda semana de novembro. 

FINANCIAMENTO

Luis Arce falou sobre a primeira medida que irá tomar. E será na área econômica: "A Bolívia vai precisar de financiamento. Seria via emissão monetária ou empréstimo? Nenhum dos dois. Este governo atual fez essas duas coisas, imprimiram moeda, endividaram o país e não resolveram nenhum problema econômico ou social. A herança que nos deixarão é muito ruim", disse ainda o virtual eleito.

"Nós vamos reativar a demanda interna. Esse sempre foi o motor da economia boliviana. E vamos voltar a pagar o bônus contra a fome, que foi interrompido. É a primeira coisa que faremos, pagar os bônus que deixaram de pagar".

Religião

Com apoio de Brasil, Chile e Estados Unidos, a Bolívia apresentou na OEA (Organização dos Estados Americanos) uma proposta que autorizaria o país impor educação religiosa ou moral a seus filhos. A ideia é incluir um adendo a uma resolução do órgão sobre direitos humanos. O texto proposto à resolução, discutida na Assembleia Geral da OEA, sugere "o direito ou a liberdade dos pais de que seus filhos recebam educação moral e religiosa de acordo com suas crenças". Sob críticas das delegações de Argentina, México, Canadá, Peru e Costa Rica, a linguagem do texto foi amenizada, ressalvando que o interesse maior das crianças em relação ao ensino tem de ser respeitado. Mas o trecho sobre educação moral de acordo com as crenças dos pais ainda foi mantido no texto em discussão. A Assembleia Geral terminou nesta quarta-feira (21).

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