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Internacional

Mundo registra novo recorde de mortes diárias pela Covid

Morreram 11.115 pessoas na terça; pico fora em 17 de abril com 8.365 pessoas e já são mais de 1,3 milhão de mortes

19/11/2020 - 05h00

Ilustração

Novo coronavírus

Los Angeles - O mundo registrou 11.115 mortes por Covid-19 na terça-feira (17), um novo recorde diário que supera o de 11 mil óbitos no dia 4 de novembro, aponta levantamento da Universidade Johns Hopkins, divulgado nesta quarta-feira (18). Na semana anterior, foram registrados quatro milhões de novos casos no planeta e quase 60 mil pessoas morreram devido à doença no mesmo período, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O pico de mortes durante a primeira onda da pandemia foi de 8.365 pessoas, no dia 17 de abril.

Mais de 55 milhões de pessoas contraíram a doença e mais de 1,3 milhão de mortes foram anotadas em todo o planeta desde o aparecimento do coronavírus. A quantidade de mortos chegou aos 248 mil nos Estados Unidos, país com o maior número de óbitos causados pelo vírus no mundo. Em seguida vem Brasil (166 mil), Índia (130 mil), México (99 mil) e Reino Unido (52 mil).

EUROPA

A Europa é o epicentro da segunda onda da doença - o continente representou quase metade dos quatro milhões de novos casos na semana passada. Os países europeus vêm registrando números recorde desde o mês de outubro e começaram a adotar novas medidas para tentar frear a contaminação. Segundo anúncio da OMS feito nesta quarta-feira, o número de novos casos de Covid-19 na Europa caiu na semana passada pela primeira vez em três meses, mas o número de mortes continua aumentando no continente: 46% dos novos casos do planeta e 49% das mortes na semana passada vieram apenas da Europa.

Na terça-feira, a França ultrapassou a Rússia em número de casos e superou os 2 milhões de infectados, e a Itália registrou o maior número de mortes em sete meses. A Alemanha, com mais de 800 mil casos de covid-19 durante a pandemia, vai impor novas restrições, como o uso de máscaras nas escolas e a redução do tamanho das salas de aula.

Nova York fecha escolas

Darren McGee- Office of Governor

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O prefeito de Nova York anunciou nesta quarta-feira (18), que as escolas públicas da cidade, frequentadas por 1,1 milhão de crianças e jovens, voltarão a fechar as portas a partir desta quinta-feira (19) devido ao avanço do novo coronavírus. As escolas desse que é o maior sistema público dos Estados Unidos foram reabertas há apenas oito semanas.

"Nova York alcançou o umbral de uma média de 3% de testes positivos durante sete dias. Infelizmente, isso significa que os prédios das escolas públicas estarão fechados a partir de amanhã, quinta-feira, 19 de novembro, por precaução", disse o prefeito Bill de Blasio em sua conta no Twitter. "Devemos lutar contra a segunda onda de Covid-19", acrescentou.

A medida talvez seja o revés mais significativo para a recuperação de Nova York desde o primeiro semestre, quando a cidade foi o epicentro global do surto. O diretor de escolas do sistema municipal, Richard Carranza, afirmou que as aulas serão oferecidas somente de maneira remota até segunda ordem.

A medida é questionada por muitos nova-iorquinos que destacam que o índice de exames positivos nos estabelecimentos de ensino desde a sua reabertura, em setembro, é muito inferior ao índice médio da cidade.

Outros se perguntam por que fechar escolas, com os malefícios que isso acarreta para as crianças, se ainda é permitido comer em bares e restaurantes, embora com lotação reduzida.

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