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Trump não irá à posse e Biden fala que é bom ele não ir mesmo

Líder democrata, Pelosi confessou temer "um líder desequilibrado"

por Gabriel Caldeira

09/01/2021 - 05h00

Casa Branca

Donald Trump diz não à posse

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (8), em sua conta no Twitter, que não pretende ir à cerimônia de posse do novo governo do democrata Joe Biden, que ocorrerá em 20 de janeiro.

"A todos os que estão perguntando, não irei à posse no dia 20 de janeiro", publicou Trump na rede social, após ter afirmado na quinta-feira que a transição de governo ocorreria de forma "ordenada". 

O presidente eleito Joe Biden não lamentou a decisão de Donald Trump de não ir à cerimônia de posse, em 20 de janeiro. Para ele, a ausência do rival "é uma das poucas coisas em que ele eu já concordamos. Ele não aparecer é uma coisa boa". 

Para Biden, Trump não está mais apto a servir como presidente e, caso a situação em Washington tivesse ocorrido seis meses atrás, seria passível de uma retirada legal, mas, próximo ao fim do mandato, esta não é uma prioridade.

Segundo o democrata, "há republicanos tão desapontados com conduta de Trump quanto eu". 

O movimento para tirar Trump do poder ganha adeptos. O jornal americano The Wall Street Journal divulgou nesta sexta-feira (8) um editorial em que defende a renúncia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O veículo, tradicionalmente conservador, faz parte de um grupo de comunicação que pertence ao magnata da mídia Rupert Murdoch, também proprietário da emissora Fox News e do tabloide New York Post.

De acordo com a publicação do WSJ, a invasão do Capitólio insuflada pela narrativa de Trump "foi uma agressão ao processo constitucional de transferência de poder após uma eleição" e também "um ataque ao Legislativo de um Executivo que jurou defender as leis dos Estados Unidos".

TEMOR

Em carta endereçada a congressistas democratas, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, informou que conversou com autoridades militares para discutir precauções a fim de evitar que um "presidente instável inicie hostilidades militares ou acesse códigos para ordenar um ataque nuclear".

"A situação desse presidente desequilibrado não poderia ser mais perigosa e precisamos fazer tudo o que está a nosso alcance para proteger o povo americano de sua agressão a nosso país e a nossa democracia", ressaltou Pelosi.

Para Biden, Trump não está mais apto a servir como presidente e, caso a situação em Washington tivesse ocorrido seis meses atrás, seria passível de uma retirada legal, mas, próximo ao fim do mandato, esta não é uma prioridade.

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