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Pedido novo impeachment de Trump

Por 'incitação à insurreição', democratas iniciam o segundo processo de impedimento do presidente Donald Trump

por FolhaPress

12/01/2021 - 04h52

Andrea Hanks/Casa Branca

Donald Trump tem se mantido discreto desde que a hipótese de impeachment foi aventada

Washington - A Câmara dos Deputados dos EUA deu início nesta segunda (11) ao segundo processo de impeachment de Donald Trump, presidente com apenas mais oito dias de mandato.

Os democratas apresentaram uma resolução que pede o afastamento do presidente por incitação à insurreição e à violência, depois de ele ter estimulado uma multidão a sabotar um dos processos previstos na Constituição —a certificação dos resultados da eleição presidencial, feita pelo Congresso.

"Ele, deliberadamente, deu declarações que encorajaram ações ilegais. Incitada pelo presidente, uma multidão invadiu o Capitólio de forma ilegal, atacou equipes de segurança, ameaçou membros do Congresso e o vice (...) e se engajou em atos violentos, mortais, destrutivos e sediciosos", diz a petição.

O pedido cita falas de Trump, como "se vocês não lutarem para valer, vocês não terão mais um país", e menciona os esforços dele para subverter a eleição que perdeu, como o telefonema ao secretário de Estado da Geórgia, a quem pediu que "encontrasse votos" para mudar o resultado.

Antes, os democratas apresentaram uma resolução para pedir ao vice Mike Pence que invoque a 25ª Emenda, dispositivo constitucional segundo o qual Trump poderia ser removido sob a justificativa de incapacidade. No entanto, a proposta foi barrada pelos republicanos e, assim, terá de ser votada no plenário nesta terça (12).

O processo de impeachment dificilmente deve conseguir tirá-lo do cargo antes do fim de seu mandato, em 20 de janeiro. O objetivo, no entanto, é outro: impedir que Trump concorra novamente à Presidência. Nos EUA, o processo de impeachment prevê duas penas: a perda de mandato e a proibição de que o réu volte a ocupar cargos federais, este último a depender de uma votação por maioria simples após a condenação.

Trump também poderia perder os benefícios dados a ex-presidentes, como aposentadoria, plano de saúde e segurança particular. O processo pode seguir mesmo após o republicano deixar a Casa Branca, uma vez que a Constituição do país não estabelece prazos para que o afastamento seja feito.

Biden toma segunda dose da vacina contra Covid e evita atritos

Tom Brenner/Reuters

Biden recebeu segunda dose em Delaware, estado onde reside

Já o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu a segunda dose da vacina da Pfizer e BioNTech contra o coronavírus nesta segunda-feira. Após tomar a injeção, o democrata disse a repórteres que a pandemia ainda vai piorar antes de ser vencida.

"Minha prioridade é aprovar um novo pacote fiscal", afirmou Biden. O ex-vice-presidente também comentou os desdobramentos das cenas de violência no Congresso na última quarta-feira. Segundo ele, o foco deve ser em responsabilizar os envolvidos no ato.

Questionado sobre o impeachment do presidente Donald Trump, acusado de ter incitado os protestos, Biden argumentou que o republicano "não deveria estar no cargo".

SITE CONFUSO

O site do Departamento de Estado dos Estados Unidos trouxe no período da tarde desta segunda-feira a informação, nas biografias do presidente Donald Trump e de seu vice, Mike Pence, de que os mandatos deles "terminaram em 11-01-2021". A informação foi alvo de questionamentos na imprensa internacional.

O jornal britânico The Independent diz que questionou o Departamento de Estado sobre o assunto, até agora aparentemente sem ter recebido resposta.

A Casa Branca, por sua vez, recomendou que o diário do Reino Unido procurasse o próprio Departamento de Estado para comentário sobre essa informação no site.

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