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Pandemia: Biden restringe viagens aos EUA

Recém-empossado, Joe Biden assina 10 decretos para impulsionar vacinação, anuncia novas restrições e retorno à OMS

por Iander Porcella

22/01/2021 - 05h00

Reuters/via Pool

"A saúde da nação está literalmente em jogo", disse Biden

Washington - O novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma série de decretos - 10 no total - para impulsionar a vacinação contra a covid-19 e aumentar as restrições a viajantes que chegam ao país. Um dia após tomar posse, o democrata afirmou que a pandemia "ficará pior antes de melhorar" e previu que o número de mortes por coronavírus "provavelmente" ultrapassará 500 mil em fevereiro. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, mais de 408 mil americanos já morreram da doença.

Dentro as principais medidas, está a exigência de testes de Covid-19 e quarentena para quem viajar de outros países aos Estados Unidos. "A saúde da nação está literalmente em jogo, não é uma hipérbole", declarou Biden.

VACINAS

O democrata também assinou um decreto para permitir que as agências governamentais usem a Lei de Defesa da Produção para acelerar a produção de vacinas.

Biden criticou a gestão de seu antecessor, Donald Trump. "No ano passado não pudemos contar com o governo federal", afirmou.

Segundo o novo presidente, apesar de o início da imunização contra a Covid-19 ter trazido esperança, "o resto foi um fracasso sombrio".

Ecoando o tom de união adotado no discurso de posse, o democrata disse que pedirá ao Congresso a aprovação de mais recursos para a saúde. "Estamos em uma emergência nacional", declarou, ao clamar pelo apoio dos líderes do Congresso.

MESES

De acordo com Biden, "levará meses" para que mais da metade da população dos EUA esteja vacinada contra o coronavírus. Por isso, ele defendeu a utilização de máscaras para frear o avanço da doença e anunciou um decreto para tornar obrigatório o uso da proteção em ônibus, trens e aviões.

"Nossa estratégia nacional contra a pandemia é baseada em ciência, não em política", frisou Biden.

Controle europeu

Viena - O primeiro-ministro da Áustria, Sebastian Kurz, afirmou nesta quinta-feira (21) apoiar "as propostas alemãs de controles de entrada mais rígidos e obrigações de teste para evitar mutações de vírus". Em mensagem pelo Twitter, Kurz fez a postagem após anunciar a participação na videoconferência do Conselho Europeu sobre "a luta comum" contra a pandemia de covid-19.

O chanceler indicou ainda que há trabalho para a aprovação "mais rápida possível e sem burocracia" da vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e de outros imunizantes.

"A AstraZeneca pode fornecer dois milhões de doses de vacina para Áustria no primeiro trimestre, o que aceleraria enormemente as vacinações", afirmou o líder austríaco.

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