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Covid: Argentina endurece combate

Estados Unidos vão ajudar Argentina na tentativa de deter o avanço do coronavírus; novas medidas entrarão em vigor

por Sofia Aguiar

09/04/2021 - 05h00

Casa Rosada

Antes de se infectar, Fernández fez contatos em vacinação

Buenos Aires - Os Estados Unidos prestarão assistência sanitária à Argentina em meio ao surto do novo coronavírus. O almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, se reuniu ontem com o ministro da Defesa, Agustín Rossi, para discutir estratégias de cooperação e assistência na luta contra a Covid-19, segundo a embaixada dos Estados Unidos na Argentina.

Durante sua visita a Buenos Aires, Faller anunciará a entrega pelo governo dos Estados Unidos de três hospitais de campanha com seus respectivos equipamentos que serão utilizados no combate ao novo coronavírus.

A explosão de casos nas últimas três semanas na nação argentina obrigou o presidente Alberto Fernández a restabelecer, a partir desta sexta-feira (9), medidas que restringem a circulação e limitam as reuniões sociais e a capacidade para algumas atividades. "Ninguém pode negar que as infecções estão crescendo a um ritmo vertiginoso", disse o presidente.

Há cinco dias, Fernández anunciou que testou positivo para a Covid-19. No entanto, ele afirmou que faz "exames diários, de manhã e à noite" e que se sente bem.

OS NÚMEROS

A Argentina registrou recorde de contaminações diárias pelo coronavírus --22.039 casos em 24 horas. O país já ultrapassou a marca das 56 mil mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA).

Nas últimas semanas, foram detectadas algumas das novas variantes do vírus, como a de Manaus e a do Reino Unido. "Só nos últimos sete dias, os casos aumentaram 36% em todo o país e 53% na região metropolitana de Buenos Aires", disse.

MEDIDAS

O decreto de necessidade e urgência anunciado pelo presidente suspende a atividade de bares e restaurantes entre 23h e 6h.

Apenas trabalhadores essenciais podem circular entre meia-noite e 6h, e o transporte público volta a ficar limitado a esse grupo, composto por pessoas da área da saúde, do comércio e indústria de alimentos e de combustível, além de políticos, diplomatas e jornalistas.

As viagens em grupo também estão proibida.

Entre as medidas, estão ainda a proibição de atividades sociais em domicílios e em espaços públicos com até 20 pessoas. As medidas começam a valer nesta sexta (9) e vão até o fim de abril, a princípio.

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