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Internacional

Morre marido da rainha Elizabeth II

Príncipe Philip, o mais longevo consorte, morreu nesta sexta-feira

por Eduardo Gayer

10/04/2021 - 05h00

Fotos Públicas

Ele faria 100 anos em junho

Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi a primeira autoridade mundial a emitir nota lamentando o falecimento do Príncipe Philip, marido da Rainha Elizabeth II, aos 99 anos. A morte foi informada pela Família Real na manhã desta sexta-feira (9). Ele faria 100 anos em junho. "Viveu uma vida extraordinária e agradecemos, como nação e Reino, pela obra extraordinária do Príncipe Philip, Duque de Edimburgo", diz o premiê.

Boris Johnson lembra que Philip e Elizabeth foram casados por mais de 73 anos - o casamento ocorreu cinco anos antes da morte do rei George IV, que deu o trono à Elizabeth.

Príncipe Philip faleceu na manhã desta sexta no Palácio de Windsor "pacificamente", segundo a Família Real. Ele já havia sido vacinado contra a Covid-19. Em março, passou por uma cirurgia no coração.

HARRY

O príncipe Harry, 36 anos, está tomando providências para viajar ao Reino Unido após a morte do avô.  Ainda não foi divulgado quando ele viajaria e se iria acompanhado da esposa, Meghan Markle, que está grávida do segundo filho do casal, e do filho Archie, de 1 ano. As relações do casal ficaram estremecidas com a família real após entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, 67, na qual fizeram críticas à realeza. 

O príncipe Charles, que comemoraria nesta sexta-feira (9) o aniversário de casamento com Camila Parker Bowles, suspendeu a comemoração. Além de Charles, o Príncipe de Gales e herdeiro do trono, deixa os filhos Anne, princesa real, Andrew, Duque de York e Edward, Conde de Wessex. 

Harry e William, filhos de Charles com a princesa Diana não são os únicos netos do casal real, que incluem ainda James, o mais novo de 12 anos, Lady Louise Windsor, 17 anos, as princesas Eugenie e Beatrice (30 e 32 anos) e ainda os irmãos Zara Tindall (39 anos) e Peter Philips (43 anos).

Sucessão: nada muda

A morte, mesmo depois mais de sete décadas de casamento com a rainha Elizabeth II, de 94, não altera a linha de sucessão ao trono britânico. A coroa é sucedida pelos filhos de um indivíduo e pela sua linha colateral mais próxima quando o indivíduo não tiver filhos.

Para se casar, em 20 de novembro de 1947, Philip teve que renunciar aos títulos de nobreza anteriores e à sua religião ortodoxa, convertendo-se à Igreja Anglicana.

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