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Internacional

EUA frustram doação de vacinas

Esfriando expectativas de repasse direto para o Brasil, EUA prometem doar vacinas pela Covax, consórcio da OMS

por Eduardo Gayer

10/04/2021 - 05h00

Washington - A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, tratou nesta sexta-feira (9) de esfriar expectativas sobre doações diretas de vacinas aos países mais necessitados:  "Vamos doar vacinas pela Covax", disse Psaki, em coletiva de imprensa.

A Covax Facility é uma iniciativa criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir ao mundo vacinas contra o novo coronavírus. O Brasil já recebeu um lote de imunizantes do programa. Havia a esperança, de que os Estados Unidos doassem vacinas por via direta a países com dificuldade em controlar a pandemia, que hoje tem o Brasil como epicentro global. A Casa Branca já fez doações ao México e ao Canadá, que fazem fronteiras com os americanos.

POSSIBILIDADE ADIADA

Uma possibilidade seria o repasse, ao Brasil, de vacinas da AstraZeneca estocadas nos EUA. Isso porque o imunizante desenvolvido pelo laboratório inglês em parceria com a Universidade de Oxford, no País envasado pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), não tem autorização para ser aplicado nos EUA. Apesar das relações tensas entre o presidente americano, Joe Biden, e o presidente Jair Bolsonaro, a hipótese é considerada porque epidemiologistas consideram o Brasil um risco à saúde pública global, diante da dificuldade em conter a pandemia.

O Brasil, só vacinou contra até o momento, pouco mais de 10% da população com a primeira dose.

Casos em alta e flexibilização

Michael Apleton

Prefeito de Nova York, Bill de Blasio, à frente de brinquedo

Mesmo com a acelerada vacinação contra a Covid-19 nos Estados Unidos, que nos últimos sete dias imunizaram em média 3 milhões de pessoas por dia, algumas regiões do país seguem reportando um aumento nos casos da doença, segundo alertou o coordenador da força-tarefa da Casa Branca no combate à Covid-19, Jeff Zients, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).

Paralelamente, as autoridades estão preocupadas com vários estados que estão flexibilizando as medidas de isolamento social, o que pode estar contribuindo para o aumento de infectados.

Um dos casos de maior flexibilização está em Nova York. A American Airlines ampliou sua parceria com autoridades aeroportuárias na Itália e com a GoHealth Urgent Care, que realiza testes de Covid-19, para que os passageiros em voos para Milão e Roma a partir do JFK, em Nova York, sejam capazes de pular o período de quarentena da Itália com a prova de um teste de Covid-19 negativo. Assim que os viajantes chegarem e fizerem um segundo teste no aeroporto com resultado negativo, poderão maximizar seu período na Itália.

Ontem, por exemplo, o prefeito Bill de Blasio fez discurso e cortou a fita na reabertura da área de diversões de Coney Island e andou na montanha-russa mais conhecida, a Cyclone Roller Coaster nesta sexta-feira.

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