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Equador encara segundo turno sem favorito

por FolhaPress

11/04/2021 - 05h00

Reprodução

Andrés Arauz, economista, contra o banqueiro Guilherme Lasso

Os equatorianos voltam às urnas neste domingo (11) com cenário muito diferente do apresentado no primeiro turno da eleição presidencial, em 7 de fevereiro. Na ocasião, Andrés Arauz, economista de esquerda apadrinhado pelo ex-presidente Rafael Correa, venceu o pleito com ampla margem sobre o segundo colocado, o banqueiro de centro-direita Guillermo Lasso.

Nessa primeira rodada, com placar final de 32,72% contra 19,74%, Lasso quase ficou de fora da corrida, já que o terceiro colocado, o líder indígena Yaku Pérez, obteve 19,42%. 

O panorama agora mostra uma disputa cujo resultado é incerto, e as pesquisas não apontam um favorito claro. A sondagem do instituto Cedatos, entretanto, indica que a faixa de indecisos é de 28,8%, o que pode jogar a vitória para qualquer um dos lados. Quem parou de ver o filme no primeiro turno e voltou a acompanhá-lo apenas às vésperas desse segunda rodada perguntará: o que aconteceu?

"O segundo turno em geral é uma outra eleição, e, no Equador, uma disputa difícil de explicar. Yaku Pérez pediu o voto nulo, mas os números indicam que seus eleitores não o obedeceram", diz o cientista político Simon Pachano.

"A maioria dos votos dele iria para Arauz, e uma parte menor, para Lasso. Também entrou na equação o apoio do [esquerdista] Xavier Hervas [quarto colocado, com 15,68%] a Lasso. O que ocorreu foi menos uma polarização entre esquerda e direita, e mais entre correísmo e não-correísmo."

Correa, presidente do Equador de 2007 a 2017, participou ativamente da campanha no primeiro turno, mesmo vivendo na Bélgica devido à condenação por corrupção. Agora, porém, afastou-se, justamente para que Arauz não ficasse marcado pelo correísmo, evitando, assim, atiçar a rejeição.

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