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Internacional

Para Anthony Fauci, mundo conduziu mal pandemia e EUA, pior

Infectologista cita que os EUA foram muito piores que o restante das outras nações

por FolhaPress

02/05/2021 - 05h00

Chia-Chi Charlie Chang

Anthony Fauci foi imunizado o ano passado: duras críticas

Nova York - Em um momento em que o mundo se aproxima da marca de 150 milhões de casos confirmados de Covid-19 e mais de 3,1 milhões de mortes em menos de um ano e meio de pandemia, pode-se dizer que a resposta global ao novo coronavírus teve falhas.

Mesmo com o advento das vacinas contra a doença que já matou 400 mil brasileiros, a vacinação tem se mantido em um ritmo acelerado somente em um punhado de países, que conseguiram reduzir drasticamente o número de internações e mortes. Só que a pandemia segue em crescimento em todo o mundo, puxada, principalmente, por países como a Índia -que bateu os recordes mundiais de casos registrados-- e Brasil.

Para Anthony Fauci, o diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos e principal autoridade de saúde hoje no país, o mundo se saiu mal como um todo, mas os EUA se saíram muito pior.

O problema, segundo ele, foi a falta de uma ação coordenada, dada a própria característica federativa do país. "O inimigo em comum era o vírus, mas estávamos lutando entre nós mesmos, porque tinha um governador que dizia 'acredito em tudo o que vocês disserem, vamos seguir as orientações [do CDC]' e outro que passava uma mensagem à população de que não podiam ceder à imposição de medidas sanitárias", disse Fauci.

As mensagens confusas e os erros iniciais, principalmente de não centralização da testagem em massa no país, dificultaram ainda mais a condução adequada da pandemia. "Lutamos contra uma pandemia no momento mais dividido da história dos Estados Unidos. Eu nunca vivenciei isso nos meus 37 anos à frente da saúde pública."

O principal conselheiro em saúde da Casa Branca falou no evento virtual Cúpula do Prêmio Nobel, que ocorreu de segunda (26) a quarta (28), organizado pela Fundação do Prêmio Nobel.

CONVENCIMENTO

A aceleração da vacinação contra a Covid nos EUA foi um grande trunfo de Joe Biden no início de sua Presidência, mas agora o desafio será convencer mais pessoas a se vacinarem, avalia Jonathan Hanson, da Universidade de Michigan.

"Estamos chegando ao ponto no qual a questão não será a falta de vacinas, mas a de convencer as pessoas a se vacinarem. Um grande segmento da população ainda está cético sobre isso", diz ele.

Todos com mais de 16 anos podem se vacinar.

Em Nova York restaurantes vão abrir um pouco mais

Gabinete do Governador/via fotos públicas

Andrew Cuomo: em 7 de maio restaurantes com mais público

Nos Estados Unidos, o governador Andrew Cuomo anunciou que os restaurantes com ambientes fechados na cidade de Nova York poderão expandir a capacidade de lotação para 75% a partir da próxima sexta-feira, 7 de maio, de acordo com informações da American Broadcasting Company (ABC).

"Depois de uma luta longa e incrivelmente difícil, o estado de Nova York está vencendo a guerra contra o COVID-19, e isso significa que é hora de afrouxar algumas restrições impostas para proteger a saúde pública e ajudar nossos negócios locais", disse Cuomo.

Segundo ele, salões de cabeleireiro, barbearias e outros serviços de cuidados pessoais também aumentarão sua capacidade em 75% na mesma data. Já as academias e ginásios poderão funcionar com 50% da capacidade a partir de 15 de maio.

Na quinta-feira, o prefeito da cidade, Bill de Blasio, afirmou que Nova York planeja "reabrir totalmente" a partir de 1º de julho, a depender da aprovação do governo do estado.

Segundo os dados da Johns Hopkins, os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia, com cerca de 32 milhões de casos confirmados e mais de 575 mil óbitos.

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