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Lava Jato pede prisão de Keiko Fujimori

Apuração terminou, mas o resultado da eleição peruana continua em aberto

11/06/2021 - 05h00

Angela Ponce/Reuters

Keiko estaria envolvida com braço internacional da Lava Jato brasileira

Lima - Um procurador da equipe especial da Lava Jato peruana pediu nesta quinta-feira (10) a prisão preventiva da candidata direitista Keiko Fujimori, por ter se reunido indevidamente com uma testemunha do caso Odebrecht, enquanto o resultado da eleição presidencial de domingo (6) continua indefinido.

"Que a acusada Fujimori Higuchi cumpra a determinação de não se comunicar com testemunhas; e se tornou público e notório que ela se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales", afirmou o procurador José Domingo Pérez.

Na entrevista coletiva que Keiko concedeu na quarta-feira, 9, quando anunciou que pediria a revisão de 802 atas de votação - o que representa cerca de 200 mil votos -, a candidata do partido Força Popular apareceu ao lado de Miguel Torres Morales.

Keiko é investigada por receber dinheiro ilegal da construtora brasileira Odebrecht para as campanhas de 2011 e 2016, mas nega as acusações. Como não foi condenada, Keiko pode se candidatar. A filha do ex-ditador Alberto Fujimori, ainda preso, ficou em prisão preventiva por 1 ano e 4 meses.

APURAÇÃO

A apuração do segundo turno da eleição no Peru terminou na noite desta quinta-feira (10) com o candidato da esquerda radical Pedro Castillo com 50,2% dos votos contra 49,8% da conservadora Keiko Fujimori - uma diferença de 68 mil votos, ou 0,4 ponto porcentual. O resultado final ainda não foi declarado pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), porque cerca de 0,7% dos votos serão reavaliados.

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