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Internacional

Primária legislativa mede fôlego do peronismo na Argentina

Chegando à metade de seu mandato, Alberto Fernández tem sofrido desgastes

por FolhaPress

12/09/2021 - 05h00

Buenos Aires - Os argentinos vão às urnas neste domingo (12), e o resultado, ainda que seja apenas o das primárias para o pleito legislativo de 14 de novembro, deve dar a medida do fôlego que o governo peronista de Alberto Fernández possui. Chegando à metade de seu mandato, o presidente tem sofrido desgastes entre a população e dentro de sua coalizão.

O processo das primárias é, por natureza, de difícil prognóstico, devido a fatores como a grande quantidade de candidatos espalhados pelo país. Por ora, os levantamentos mais recentes indicam uma diferença justa, mas a favor do peronismo - 31% das intenções de voto, contra 29% para o macrismo, segundo o instituto Rouvier y Asociados.

Na prática, essa fase do pleito, que tem comparecimento obrigatório dos eleitores, serve para eliminar da disputa quem tem menos de 1,5% dos votos. Mas ela é crucial para as alianças partidárias definirem a configuração de suas listas na eleição de novembro - na qual estarão em jogo 127 vagas de deputados (de um total de 257) e 24 de senadores (de 72).

O conceito de lista é tradição argentina. O voto, em papel, se dá por meio de boletos distribuídos pelos próprios partidos, com uma lista de nomes. As listas bem votadas elegem um número maior de candidatos, e o que encabeça a relação "carrega" os demais consigo; nas menos votadas, em geral só o primeiro ou segundo da lista são eleitos. Nas primárias, então, a configuração ajuda a definir quais grupos políticos poderão ter mais representatividade na nova configuração do Congresso.

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