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Internacional

Reino Unido terá terceira dose para todos

Ameaçando medidas de prevenção mais duras, Boris Johnson anuncia 3ª dose de vacina antiCovid para evitar repique

por FolhaPress

15/09/2021 - 05h00

Andrew Parsons / Nº 10 Downing Street

Premiê Boris Johnson anuncia plano de contingência

Londres - Dose extra de vacina contra Covid para maiores de 50 anos e imunização de crianças e adolescentes são o "plano A" do Reino Unido para evitar a volta de restrições contra a pandemia de coronavírus, disse nesta terça (14) o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Ele não descartou porém a possibilidade de tirar da gaveta um "plano B", se houver sinais de risco de sobrecarga no sistema público de saúde, afirmou o premiê.

Nesse plano de contingência estão previstas medidas como uso obrigatório de máscaras, orientação para trabalhar em casa e certificado de vacinação como requisito para entrar em alguns locais.

Ao Parlamento, o secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou também nesta terça que é "altamente provável" que a vacina seja obrigatória para funcionários da saúde pública e assistentes sociais. 

Reforço poderá ser feito com imunizantes da Pfizer e BioNTech e deverá ser aplicado em quem tiver mais de 50 anos, trabalhar na área da saúde ou em asilos.

MEDIDAS MAIS DURAS

De acordo com o governo britânico, medidas mais duras podem se tornar necessárias em quatro situações: 1) se a lotação dos hospitais aumentar muito, 2) se houver uma aceleração sensível nos casos de doença grave, 3) se subir a proporção de pessoas contaminadas que precisam ser internadas ou 4) se o sistema público de saúde estiver sob estresse por outro motivo que não a pandemia.

O número de hospitalizações por causa do coronavírus hoje é muito mais baixo do que no pico, em janeiro deste ano: 8.256 pacientes internados e 1.500 em UTIs, contra 38 mil hospitalizados e cerca de 4.000 em UTIs. Mas centros de saúde estão sob alta demanda de pessoas que não puderam fazer outros tratamentos durante a pandemia.

Putin em isolamento

O presidente russo, Vladimir Putin, entrou em um período de auto-isolamento nesta terça-feira,  após a confirmação de que pessoas de seu entorno testaram positivo para Covid-19.

O anúncio foi feito pelo Kremlin, em uma transcrição de uma ligação entre Putin e o presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon, onde o líder russo afirmou que participará de uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai, planejada para o final desta semana na capital tajique, Dushanbe, virtualmente.

"Devido a casos identificados de coronavírus em seu entorno, Vladimir Putin deve respeitar um regime de auto-isolamento durante um certo período de tempo", diz um comunicado do Kremlin, acrescentando que o presidente está "absolutamente saudável". O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, afirmou que Putin foi submetido a um teste de detecção do vírus, mas o resultado não foi divulgado até o momento.

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