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Internacional

Europa pode ter mais 700 mil mortes por Covid até março

OMS faz alerta e pede para morador se vacinar e escapar de "marco sombrio"

por FolhaPress

24/11/2021 - 05h00

Bruxelas  - O número de mortos por Covid na Europa pode chegar a 2,2 milhões em março do ano que vem, afirmou nesta terça (23) Hans Kluge, diretor para o continente da OMS (Organização Mundial da Saúde), se mantidas as tendências atuais. Ou seja, serão mais 700 mil novos óbitos nos próximos meses.

Escapar desse "marco sombrio" exige adotar uma atitude de "vacina mais [outras medidas]", afirmou Kluge. "Isso significa ser vacinado, tomar o reforço se oferecido e ao mesmo tempo usar máscaras, manter distância, ventilar espaços internos, lavar as mãos e espirrar no cotovelo."

De acordo com o diretor da entidade, está nas mãos de cada um "evitar tragédias e perdas desnecessárias" .

Por causa da quarta onda, Letônia, Holanda e Áustria reimpuseram confinamento e outros países apertaram medidas, provocando também insatisfação e protestos ---alguns terminaram em violência.

Desde o começo da pandemia, 1,5 milhão de europeus morreram por causa do coronavírus nos 53 países acompanhados pela entidade.

A média de óbitos diários vem crescendo desde o final do verão europeu e, de acordo com a OMS dobrou, de 2.100 no final de setembro, para 4.200 na semana passada.

Segundo levantamento do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, a Covid é hoje a principal causa de mortes na Europa e na Ásia Central, e as estimativas são de que a pressão sobre hospitais fique alta ou extrema em 25 dos 53 países, entre este final de mês e 1º de março.

A perspectiva para as UTIs é ainda mais preocupante: a pressão alta ou extrema só não é esperada em apenas 4 países - Malta, Suíça, Cazaquistão e Israel.

De acordo com a entidade, há três principais fatores que impulsionam a alta transmissão atual de Covid. O primeiro é a dominância da variante Delta, altamente transmissível e presente em mais de 99% dos sequenciamentos feitos no continente, sem que nenhum país reporte mais de 1% de qualquer outra variante.

Em segundo lugar, "muitos países indicaram às suas populações que a Covid não era mais uma ameaça, ao aliviar medidas".

O terceiro motivo é o de que um grande número de pessoas que ainda não estão vacinadas, e por isso não protegidas contra doenças graves e mortes, decorrentes do contágio.

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