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Internacional

EUA e União Europeia suspendem voos de países africanos

por FolhaPress

27/11/2021 - 05h00

Cyril Ramaphosa, da África

Bruxelas - Os 27 países da União Europeia suspenderam nesta sexta (26) voos que partem do sul da África, para tentar adiar a disseminação de uma nova variante do coronavírus potencialmente mais transmissível, a Ômicron (B.1.1.529). Após o anúncio, os Estados Unidos também decidiram fazer o mesmo.

O bloco europeu decidiu suspender as chegadas de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue. A decisão padroniza as restrições de entrada, para manter o livre trânsito de seus residentes pelas fronteiras internas. Cada governo nacional pode impor medidas adicionais, se julgar necessário, incluindo testes e quarentenas de residentes nacionais que tenham estado nesses países.

BÉLGICA

A proposta de acionar o chamado "freio de emergência" havia sido feita nesta manhã pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que defendeu que o bloco agisse de forma unida e rápida contra o possível risco do novo mutante. No meio desta tarde, a Bélgica anunciou que já há um caso registrado no continente. ​

Na tarde desta sexta, o governo Joe Biden decidiu restringir, a partir da próxima segunda-feira, voos e viajantes vindos da África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique e Malawi. As medidas não se aplicam a cidadão americanos ou residentes legais, que poderão viajar desde que tenham um teste negativo para a doença.

ALEMANHA

Mesmo sem evidências científicas sobre o impacto da nova variante, governos europeus estão preferindo se antecipar. "A variante recém-descoberta nos preocupa, por isso agimos de forma proativa e precoce", afirmou o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Saphn.

O Reino Unido foi um dos primeiros a anunciar o fechamento de aeroportos, na quinta. No país, desembarcam em média por dia mais de 500 passageiros vindos da África do Sul. Os que chegaram nos últimos dez dias serão chamados para testes.

Vários outros países tomaram medidas no mesmo sentido como o Canadá, Turquia, Índia e Japão.

ÁFRICA PROTESTA

A medida gerou reações no governo sul-africano, que chamou a restrição de voos de "injustificada". "Nossa preocupação imediata é o dano que esta decisão vai causar tanto ao turismo e aos negócios dos dois países", disse o ministro das Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor.

Dados preliminares apontam que a variante aumentou rapidamente na província de Gauteng, a mais populosa do país e que inclui Pretória e Johannesburgo, e já pode estar presente nas outras oito províncias do país.

Segundo Oliveira, a vigilância genômica aponta que a ômicron, em menos de duas semanas, já sobressai em relação às infecções pelas outras variantes da Covid, logo após "uma devastadora onda da delta".

Pesquisadores afirmam que cerca de 90% dos novos casos em Gauteng poderiam estar associados à variante.

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