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Internacional

Rússia: teste de bombardeiro para ataques nucleares é confirmado

Governo da Rússia aumenta seu arsenal e faz ameaças de deixar Ucrânia e mandar tropas para Venezuela e Cuba

por FolhaPress

14/01/2022 - 05h00

Reuters

Vladimir Putin: a mais pesada aeronave supersônica de combate do mundo está no ar

Moscou - Enquanto alimenta temores no Ocidente de que o impasse na Ucrânia possa se tornar uma guerra de fato com a Otan, a Rússia de Vladimir Putin vai afiando seu arsenal para tal eventualidade.

Nesta quarta (12), foi realizado em Kazan o primeiro voo do Tupolev Tu-160M2, o mais recente bombardeiro estratégico para emprego em ataques convencionais e nucleares do país.

Não é um projeto novo, ao contrário: conhecido no Ocidente como Blackjack e entre russos como Cisne Branco, o Tu-160 voou pela primeira vez em 1981 e estreou em operação seis anos depois, no ocaso da União Soviética.

É a maior e mais pesada aeronave supersônica de combate em ação no mundo, personagem frequente de interceptações nos turbulentos mares Báltico, Negro ou Pacífico, e visto algumas vezes visitando bases aéreas na Venezuela.

Recentemente, o aparelho foi enviado para patrulhas conjuntas com a Força Aérea de Belarus no espaço aéreo da ditadura aliada a Moscou, como forma de mostrar apoio na crise entre Minsk e a Polônia acerca de refugiados na fronteira.

Novo impasse sobre Ucrânia e ameaça de ir a Cuba e Venezuela

Em mais um dia de impasse diplomático em torno da crise na Ucrânia, a Rússia subiu ainda mais o tom em seu embate com a Otan (aliança militar ocidental) acerca do país vizinho: ameaçou deixar as negociações e, sacando uma arma da antiga Guerra Fria, sugeriu que pode enviar tropas para a Venezuela e para Cuba.

Os dois países latino-americanos são os principais aliados de Vladimir Putin no quintal estratégico dos Estados Unidos, que por sua vez costuram um pacote de sanções destinado a atingir diretamente o presidente russo em caso de ação militar na Ucrânia.

As ameaças, um tanto exageradas mas coerentes com a tensão corrente, foram feitas em uma entrevista nesta quinta (13) ao canal russo RTVI do chefe da delegação que negociou na segunda (10) em Genebra com um grupo americano, o vice-chanceler Serguei Riabkov.

"Não há razão para sentar à mesa [com os ocidentais] nos próximos dias", afirmou ele, enquanto uma outra delegação russa participava de uma reunião de emergência da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa), em Viena.

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