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Internacional

EUA acusam invasores do Capitólio de conspiração

Crime é definido como tentativa de "depor, derrubar ou destruir à força o governo dos Estados Unidos"

por FolhaPress

14/01/2022 - 05h00

Washington - Pela primeira vez nos casos que envolvem a invasão do Capitólio nos EUA, promotores americanos acusaram de conspiração sediciosa nesta quinta-feira (13) contra o líder do grupo de extrema direita Oath Keepers, Stewart Rhodes, e dez outras pessoas. É a mais grave acusação já feita contra os participantes do ataque ao Congresso.

O crime é definido como tentativa de "depor, derrubar ou destruir à força o governo dos Estados Unidos", com sentença máxima de 20 anos na prisão. Entre os 11 acusados desta quinta, 9 já eram réus em outros processos por delitos como conspiração para cometer um crime e afetar um procedimento oficial.

Os Oath Keepers (guardiões do juramento) são um grupo pouco organizado de ativistas que acreditam que o governo federal está usurpando seus direitos. Eles se concentram no recrutamento de atuais e ex-policiais, trabalhadores de serviços de emergência e militares.

O grupo foi fundado em 2009 por Rhodes, um ex-militar de 56 anos. Ele foi preso nesta quinta.

Os procuradores disseram que, no fim de dezembro de 2020, Rhodes usou meios de comunicação privados criptografados para organizar sua viagem para Washington em 6 de janeiro. Ele e outras pessoas planejaram levar armas para o local.

Ao longo dos anos, o Departamento de Justiça obteve a condenação, pelo mesmo crime, de nacionalistas porto-riquenhos e supostos militantes islamistas.

HISTÓRIA

Em 1987 ficou conhecido o processo contra um grupo neonazista, o The Order. Foram indiciados 14 supostos membros ou apoiadores, 10 dos quais enfrentaram acusações de conspiração sediciosa. O júri inocentou todos os réus.

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