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Internacional

Rússia avança no leste da Ucrânia

Tropas tomam ponto estratégico e dão passo decidivo para conquistar a região separatista pró-Rússia no Donbass

por FolhaPress

11/05/2022 - 05h00

Ricardo Moraes/Reuters

Carros atingidos por bomba em residencial próximo a Saltivka

Moscou - A Rússia conseguiu romper uma linha de defesa importante da Ucrânia no leste do país, tomando uma área estratégica para seu plano de conquistar a região conhecida como Donbass. Mas o avanço é lento, evidenciando as dificuldade de Moscou. 

Os ataques na região da cidade de Popasna haviam começado há um mês. Ela é central para o movimento presumido de cercar as tropas ucranianas que defendem as áreas não ocupadas por separatistas pró-Rússia desde 2014 no Donbass --hoje, concentradas na província de Donetsk.

Popasna, que fica na vizinha província de Lugansk, foi "varrida de nacionalistas" nesta terça (10), segundo o Ministério da Defesa da Rússia, que contou 120 mortos no processo. Forças russas e rebeldes "romperam defesas profundas do inimigo e alcançaram a fronteira administrativa da República Popular de Lugansk", disse a pasta.

KHARKIV

O palavrório é simbólico: o objetivo inicial da guerra era a "proteção do Donbass", composto na visão de Moscou pelas duas autoproclamadas repúblicas russas, Lugansk e Donetsk. Faltam poucas áreas a serem tomadas na primeira, mas a segunda, mais rica e importante, tem seu centro a oeste dominado pelo Exército de Kiev. Por outro lado, os ataques aumentaram na região da segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv.

No Ocidente, autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos seguem tripudiando dos esforços russos, com as áreas de Defesa de ambos os países dizendo que o progresso de Putin é anêmico e insuficiente.

Morre ex-presidente da Ucrânia, primeiro do pós-Guerra Fria

O primeiro presidente da Ucrânia no pós-Guerra Fria, Leonid Kravtchuk, morreu aos 88 anos em Kiev. Ele tinha a saúde debilitada, quadro agravado por um episódio sério de Covid-19 no ano passado.

Ele era o chefe efetivo da então república socialista em 1991, quando a pressão pela implosão da União Soviética aumentava, e foi instrumental para o processo. Naquele ano, ele comandou o referendo que decidiu pela independência da Ucrânia, acelerando o desmoronamento do império comunista.

A Ucrânia era a segunda república mais poderosa da URSS, atrás da Rússia. Kravtchuk, o russo Boris Ieltsin (1931-2007) e o belarusso Stanislav Chuchkévitch assinaram o acordo que na prática matou a União Soviética em 8 de dezembro daquele ano, pouco antes do fim formal do país. Chuchkévitch morreu há sete dias, aos 87 anos, em Minsk.

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