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Internacional

Seis milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia

Levantamento da ONU divulgado nesta quinta estima que 32% dos habitantes tiveram que se deslocar por causa do conflito com a Rússia

por FolhaPress

13/05/2022 - 05h00

Reuters

Mulher levando cão em saída, de março, virou emblemática

Nova York - Mais de 6 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa no país, aponta levantamento das Nações Unidas. Outros 8 milhões de ucranianos se deslocaram dentro do país.

Antes da guerra, a população ucraniana era estimada em 44 milhões de pessoas —isso significa que quase 32% dos habitantes tiveram que se deslocar por causa do conflito. A grande maioria dos refugiados é formada por mulheres e crianças, já que homens de 18 a 60 anos estão proibidos de deixar o país.

Até agora, a Polônia foi a nação que mais recebeu refugiados; mais de 3,2 milhões. O governo polonês, porém, estima que a metade deles pode permanecer no país por mais tempo, o que traz novos desafios para o mercado imobiliário, escolas e sistema de saúde do país.

DESTINOS

A Polônia é seguida pela Romênia (895 mil), pela própria Rússia (785 mil) e pela Hungria (583 mil) como principais destinos.

Em meio aos deslocamentos para fora do país, cidades como Kiev já registram também a volta de moradores que haviam fugido do conflito –nesta semana, o prefeito da capital, Vitali Klitschko, disse que dois terços das pessoas que haviam fugido da cidade já retornaram.

Finlândia formalizará pedido de entrada na Otan

Reuters

Premiê Sanna Marin

O governo da Finlândia, país nórdico neutro desde a Segunda Guerra Mundial, anunciou que irá pedir a entrada na Otan (aliança militar ocidental).

O motivo da mudança histórica, disseram o presidente Sauli Niinisto e a primeira-ministra Sanna Marin, é a invasão russa da Ucrânia.

A Otan disse que irá acelerar o processo, e o Kremlin disse que tomará medidas de retaliação por considerar o movimento "definitivamente uma ameaça à segurança nacional russa", disse o porta-voz Dmitri Peskov.

POLÔNIA

A Rússia exigiu nesta quarta-feira (11) um pedido formal de desculpas da Polônia, após seu embaixador ter sido alvo de manifestantes que o cobriram com tinta vermelha, em Varsóvia. O protesto ocorreu há dois dias, enquanto o diplomata depositava flores no cemitério militar soviético.

Sem falar sobre a exigência de Moscou, nesta quarta o chanceler Zbigniew Rau defendeu que diplomatas estrangeiros tenham direito a proteção em Varsóvia, "por mais que sintamos necessidade de discordar da política do governo que ele representa".

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