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Internacional

Executivo da ONU a Putin: 'Se tem compaixão, abra os portos'

Carregamentos de alimentos para milhares de pessoas no mundo estão retidos no Mar Negro, bloqueados pelos russos

por FolhaPress

14/05/2022 - 05h00

REUTERS/Vladyslav Musiienko

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Washington - David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos da ONU (Organização das Nações Unidas), fez um apelo ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para que ele reabra os portos ucranianos no Mar Negro, como o de Odessa e o de Kherson.

Carregamentos de alimentos, especialmente grãos, estão presos na Ucrânia porque a Rússia bloqueou os portos do Mar Negro, por onde esses suprimentos seriam exportados.

Em entrevista à CNN Internacional, Beasley disse que milhões de pessoas no mundo vão morrer porque esses portos estão sendo bloqueados.

"Se você tem alguma compaixão pelo resto do mundo, independentemente de como se sente em relação à Ucrânia, precisa abrir esses portos", disse o oficial da ONU quando perguntado o que falaria a Putin.

Beasley também afirmou que se os portos não forem reabertos nos próximos dois meses, a economia da Ucrânia vai colapsar completamente. "Fica sem litoral como a Moldávia. Os portos são críticos", explicou.

A Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de commodities agrícolas, como milho e trigo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia abordado o assunto nesta quarta-feira (11), quando falou que "se essas toneladas [de grãos presos nos portos] não chegarem ao mercado, muitas pessoas na África morrerão de fome, porque [os ucranianos] são o único fornecedor de vários países africanos."

Conversa

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, falou pela primeira vez com o ministro russo da área, Serguei Choigu, desde o começo da Guerra da Ucrânia.

Segundo o Pentágono, ele pediu um cessar-fogo imediato e reforçou a importância de manter a linha de comunicação entre os dois países aberta para evitar escaladas por acidente.

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, havia discutido a crise com o premiê alemão, Olaf Scholz, sem avanços visíveis.

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