Bauru

Internacional

Comoção no enterro de corpo de jornalista da Al Jazeera

Instituto contabiliza ao menos 28 mortes de jornalistas neste ano cobrindo conflitos

por FolhaPress

14/05/2022 - 05h00

Ammar Awad/Reuters

Policiais tentam conter família e amigos no enterro de Shireen

Viena -  A polícia de Israel reprimiu com golpes de cassetetes e bombas de efeito moral integrantes de uma multidão que participava em Jerusalém Oriental, nesta sexta-feira (13), do funeral da repórter da al-Jazeera Shireen Abu Akleh, morta por um disparo na cabeça quando cobria uma operação militar israelense na Cisjordânia há dois dias.

Ainda ontem, em um incidente separado, um policial israelense morreu e 13 palestinos ficaram feridos em nova operação na Cisjordânia ocupada.

Houve tumulto e muita comoção no funeral.

A morte na Cisjordânia da palestino-americana Shireen Abu Akleh, 51, nesta quarta-feira (11), se somou a outros 28 óbitos registrados de jornalistas no exercício da profissão neste ano no mundo.

A contagem é do Instituto Internacional de Imprensa, organização para defesa da liberdade de expressão sediada em Viena, e da ONG Repórteres Sem Fronteiras. Em todo o ano passado, os grupos contabilizaram 45 repórteres mortos cobrindo guerras e manifestações ou em trabalhos investigativos.

O IPI destaca um aumento em ataques violentos contra a imprensa no mundo neste ano.

Veterana na profissão, Akleh trabalhava para o canal de notícias do Qatar,  Al Jazeera. Em uma cobertura em Jenin, cidade ao norte da Cisjordânia, vestida com um colete que a identificava como jornalista, ela foi alvo de um ataque e morreu com um tiro na cabeça. O produtor Ali Al Samudi ficou ferido no mesmo incidente e está internado.

Ler matéria completa

×