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Internacional

UE acusa Rússia de crime de guerra

Motivo seria a retenção de alimentos na Ucrânia; novo chefe militar britânico fala em 'derrotar Rússia em combate'

por FolhaPress

21/06/2022 - 05h00

Reuters

Espanhol Josep Borrell foi duro contra o governo russo

Londres - O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), o espanhol Josep Borrell, comparou o bloqueio russo das exportações de grãos ucranianos a crimes de guerra durante pronunciamento nesta segunda-feira (20).

Borrell se reúne com chanceleres dos países-membros da UE para discutir maneiras de liberar as toneladas da safra ucraniana retidas no país em meio à guerra.

"Não se pode imaginar que milhões de toneladas de trigo permaneçam bloqueadas; no resto do mundo, as pessoas passam fome", disse ele a repórteres. "Esse é um verdadeiro crime de guerra."

O diplomata refuta alegações de Moscou de que a culpa pela iminente crise alimentar global estaria nas sanções aplicadas pelo Ocidente. "Nossas sanções não visam alimentos, nem fertilizantes; qualquer pessoa que queria comprá-los da Rússia pode, sem obstáculos", afirmou. "O problema vem do bloqueio russo de grãos ucranianos."

Novo chefe militar britânico quer 'derrotar Rússia em combate'

People remove debris of a building of the lyceum of railway transport destroyed by a missile strike, as Russia's attack on Ukraine continues, in the town of Liubotyn, in Kharkiv region, Ukraine June 20, 2022. REUTERS/Vyacheslav Madiyevskyy ORG XMIT: PPP-OGI004

O Reino Unido deve se preparar para retomar o papel histórico de "lutar na Europa, mais uma vez", e "forjar um Exército capaz de lutar ao lado dos nossos aliados e derrotar a Rússia em combate".

As palavras são do general Patrick Sanders, o novo comandante do Exército britânico, em uma carta aos soldados divulgada no domingo (19) pela imprensa do país. Ele assumiu no dia 13 passado, e lembrou ser o primeiro chefe do Estado-Maior, nome oficial do posto, a chegar ao cargo desde 1941 "à sombra de uma guerra terrestre na Europa que envolve uma potência continental".

São palavras em consonância com a crescente percepção, entre os europeus, de que o conflito na Ucrânia pode se prolongar por muito tempo. No mesmo domingo, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança militar ocidental deve se fortalecer para anos de guerra. É uma tentativa de evitar a chamada fadiga da guerra, já apontada por políticos de vários países europeus, como o próprio premiê britânico, Boris Johnson. Em campo, os russos seguem sua ofensiva brutal no Donbass (leste ucraniano), enquanto fortalecem suas posições na ponte terrestre ligando essa região já dominada por separatistas pró-Moscou com a Crimeia, anexada em 2014.

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