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Ministério esclarece mercados sobre caso de vaca louca

por Folhapress

11/12/2012 - 08h00

Para evitar que outros países sigam o exemplo do Japão e decidam suspender a compra de carne brasileira, o Ministério da Agricultura promoverá vinte missões técnicas em seus principais mercados consumidores a partir desta terça-feira (11).

O objetivo é esclarecer qualquer dúvida sobre o caso ocorrido no município paranaense de Sertanópolis, onde o agente causador do mal conhecido como vaca louca foi identificado num animal, morto em dezembro de 2010.

O ministério pretende ainda fazer reuniões bilaterais em Paris e em Genebra, nas próximas semanas, para "esgotar o assunto".

"A nossa principal arma é a informação. Estamos preparados para responder a todos os questionamentos dos nossos parceiros comerciais", afirmou Ênio Marques, secretário de Defesa Agropecuária.

A agenda começará amanhã com representantes japoneses. O adido agrícola brasileiro se reunirá com o diretor do escritório de Segurança de Importações de Alimentos japonês.

Na tarde desta segunda-feira (10), o adido agrícola japonês no Brasil já havia recebido esclarecimentos dos técnicos do Ministério da Agricultura, em Brasília.

O anúncio da suspensão da importações de carne brasileira pelo Japão foi feito no último sábado, um dia após o governo confirmar a existência do caso.

A avaliação dos técnicos Ministério da Agricultura é que se trata de uma precaução excessiva do Japão, já que o país não compra carne bovina in natura do Brasil, apenas processada.

As compras japonesas representam 0,1% do total das exportações brasileiras que, até outubro, totalizaram 1,24 milhões de toneladas.

Diante da reação japonesa, o governo decidiu acionar embaixadores e adidos agrícolas em seus principais mercados. Nos próximos dias, eles farão reuniões para apresentar relatórios produzidos pelo governo com informações sobre o caso.

A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) decidiu manter a classificação sanitária do Brasil como de risco insignificante para a doença. Foi a primeira vez que o país registrou a presença do agente causador do mal.

Segundo os testes, o animal não morreu em decorrência do mal da vaca louca e, por isso, o caso foi chamado de "não clássico". Segundo o Ministério da Agricultura, o episódio não traz risco à saúde pública.