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Empresário é solto após ficar 33 dias em cativeiro no Litoral

por Folhapress

21/02/2013 - 15h30

Um empresário de 69 anos foi encontrado, na madrugada desta quinta-feira (21), em um cativeiro em Mongaguá, no Litoral de São Paulo, após ficar 33 dias refém. A DAS (Delegacia da Divisão Antissequestro) prendeu cinco homens suspeitos de sequestrar a vítima.

A vítima, que é ex-vereador de Mogi das Cruzes (Grande SP), foi abordada no dia 18 de janeiro em um posto de combustíveis da cidade. Os criminosos, segundo a polícia, usavam dois veículos -um Ecosport branco e um Corolla azul.

 

No caminho até o cativeiro, os sequestradores trocaram de carros para dificultar a localização por parte da polícia.

 

Durante os 33 dias de cárcere, os sequestradores fizeram poucos contatos com familiares da vítima e pediram, segundo a polícia, uma quantia "consideravelmente grande" de dinheiro. Os valores não foram divulgados pela polícia. Com o passar dos dias, o valor foi diminuindo, mas o resgate não chegou a ser pago.

 

Os sequestradores chegaram a fazer ligações para a família de outras cidades. Na semana do Carnaval, por exemplo, ligaram do Estado do Rio.

 

De acordo com a diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Elisabete Sato, o uso autorizado de grampos telefônicos foi importante para a solução do crime.

 

Cativeiro

 

Segundo a polícia, a casa usada como cativeiro era ampla, mas o refém ficou em um quarto pequeno. No espaço não havia iluminação, o que fez com que a vítima perdesse a noção de tempo.

 

A vítima contou aos policiais que ficou sempre com a mesma roupa e que, para mantê-las limpas, lavava no chuveiro e as colocava em frente ao ventilador para que secassem.

 

De acordo com relato do empresário, que estava bastante abatido, na hora de servir as refeições, os criminosos usavam toucas ninjas para que não fossem reconhecidos.

 

"Quando ele foi libertado pelos policiais, ele pulava de alegria", contou a diretora do DHPP. "Foi uma sensação indescritível", afirmou.

 

Dois dos suspeitos, entre eles o chefe da quadrilha, foram presos em um restaurante em Suzano (Grande SP). Os dois tentaram fugir, mas ao serem capturados confessaram o crime e levaram a polícia até o cativeiro.

 

No cativeiro, localizado no bairro Agenor de Campos, a polícia encontrou os outros três criminosos que cuidavam da vítima. De acordo com a diretora do DHPP, um outro integrante da quadrilha ainda é procurado. Com eles, foram apreendidas duas armas, de calibres 380 e 9 mm.

 

Os sequestradores foram encaminhados ao 2º DP (Bom Retiro), na capital, e depois serão transferidos para um CDP (Centro de Detenção Provisória).