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Alckmin defende PM e ministro de Dilma ataca ?violência extrema?

por Agências

15/06/2013 - 02h50

Um dia após a mais violenta reação da Polícia Militar (PM) aos protestos contra a elevação da tarifa do transporte em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a polícia, levando a um embate entre tucanos e petistas.

Alckmin disse que São Paulo tem “a melhor polícia do Brasil” e, atribuindo a violência aos manifestantes, disse que “não é possível permitir atos de vandalismo” e que “a polícia tem o dever de preservar o direito de ir e vir”.

O tucano classificou como “político” o Movimento Passe Livre, que já organizou quatro atos contra a alta das tarifas de ônibus, metrô e trens em uma semana.

Mas admitiu apurar eventuais casos de excessos da PM anteontem - quando bombas de efeito moral e balas de borracha deixaram pedestres em pânico no centro, ferindo inclusive gente que não participava da manifestação.

A atuação da PM motivou críticas de petistas - uma das fortes, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um dos nomes do PT cotados para a disputa ao governo paulista nas eleições de 2014.

Ele disse à reportagem que as informações e imagens que chegaram ao governo federal mostram que houve “extrema violência policial”. “O que também nos parece absolutamente inaceitável. Jamais a polícia pode atuar de forma arbitrária e violenta, como tudo indica que parece ter ocorrido”, disse.

A decisão do reajuste das tarifas, de R$ 3,00 para R$ 3,20, havia sido adotada em conjunto por Alckmin e pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

O petista havia defendido a atuação da PM nos três primeiros atos do Passe Livre. Ontem, publicamente, o partido buscou demonstrar apoio a Haddad e criticar Alckmin. O PT paulistano divulgou nota exaltando a execução de promessas do prefeito na área dos transportes e criticando a “ação truculenta e sem diálogo” da PM “sob o comando das gestões do PSDB no Estado”.

O comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, afirmou ontem que foi o responsável pela ação da Tropa de Choque na manifestação de anteontem e continuará a utilizar o batalhão se necessário.

Os confrontos com manifestantes aconteceram depois que a tropa passou a atuar. “Decidi pelo emprego da Tropa de Choque a partir do instante em que ela (a Força Tática do Batalhão do Centro) não conseguia conter a fúria e a manifestação daquelas pessoas”, disse Meira.