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Nacional

Passageiro do banco traseiro deve usar o cinto de segurança

De 2012 até outubro de 2014, 69,4% deste tipo de passageiro morreram em acidentes nas rodovias do Estado de São Paulo

15/01/2015 - 17h15

Divulgação

A Cart, parceira da Artesp na campanha pelo uso do equipamento, distribui folhetos de orientação nas praças de pedágio e instala faixas de alerta

“Vou aqui pertinho”, “qualquer coisa, o banco da frente protege”, “dá trabalho colocar o cinto” não podem ser desculpas para o passageiro do banco de trás do veículo não usar cinto de segurança. Faça a sua parte: use o cinto de segurança sempre, mesmo em trajetos curtos. O uso do equipamento, que é obrigatório por lei para todos os passageiros do veículo, pode fazer a diferença entre a vida e a morte em caso de acidente.

Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), parceira da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) numa campanha que incentiva o uso do cinto de segurança, está distribuindo 54 mil folhetos educativos nas praças de pedágio do Corredor Raposo Tavares, de Bauru a Presidente Epitácio.

Para alertar os passageiros – e também os motoristas a cobrar dos passageiros o uso do cinto de segurança -, a Cart, também instalou faixas às margens da rodovia nos municípios de Bauru, Assis e Presidente Prudente, contendo mensagem que chama a atenção para o uso do equipamento. Pesquisa realizada pela Artesp em dezembro de 2014 mostra que os usuários das rodovias paulistas sob concessão ainda resistem a utilizar o cinto de segurança, principalmente passageiros que ocupam os bancos traseiros.

Estatísticas

A pesquisa revelou que 53% dos passageiros no banco traseiro, 15% dos passageiros no banco da frente e 13% dos motoristas não utilizam o cinto de segurança, dado que preocupa.  Quando considerados apenas os caminhões, o percentual de passageiros do banco dianteiro sem cinto aumenta para 34%. Entre os motoristas de caminhão o uso do cinto foi de apenas 76% contra 91% dos motoristas de veículos de passeio. De uma forma geral, observa-se que tanto os condutores quanto os passageiros de caminhão são mais relapsos no uso do cinto que usuários de automóveis e veículos utilitários.

Locais onde mais se concentra a imprudência

Entre todo o Estado de São Paulo, a região de Presidente Prudente é a segunda, empatada com a região de Santos, com maior índice de passageiros sem cinto no banco traseiro. Dados sobre a quantidade de vítimas de acidentes nas rodovias sob concessão no Estado que não usavam cinto de segurança apontam para a necessidade de constantes campanhas de conscientização dos motoristas e passageiros.

De 2012 até outubro de 2014, 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias do Estado de São Paulo estavam sem cinto de segurança, segundo a Artesp. As vítimas fatais no banco da frente de passageiro sem cinto chegam a 38,4% e 50,1% dos motoristas. É bom lembrar que a não utilização do cinto de segurança é considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro e rende multa de R$ 127,69 por passageiro sem o equipamento, além de cinco pontos na carteira de habilitação do motorista.

Para ressaltar a importância do cinto de segurança pelos motoristas e passageiros, inclusive no banco traseiro, a Artesp iniciou uma campanha publicitária mostrando as desculpas dos usuários para não utilizar o cinto de segurança no banco de trás. O filme da campanha publicitária destaca que o motorista tem várias desculpas para não usar o cinto de segurança no banco de trás e alerta para uma importante razão para usar o cinto: “sua vida e a vida de quem você ama” (veja o vídeo da campanha no link https://youtu.be/xQ5q5oCyvAc). A campanha está sendo veiculada na televisão, nas rádios e na internet, além de contar com ações como distribuição de panfletos e colocação de faixas nas rodovias. As ações se estenderão até o mês de junho.


Segurança

Para a Cart, as questões de segurança na rodovia são de extrema importância. Por isso, a Concessionária mantém um comitê multidisciplinar chamado NIA - Núcleo de Inteligência de Acidentes, é conduzido pelo CCO - Centro de Controle de Operações e trabalha em conjunto com uma equipe de profissionais das áreas de engenharia, saúde, segurança, jurídico, desenvolvimento social e comunicação. E esse trabalho tem sido fundamental pois, com base nele, importantes decisões sobre segurança viária e estrutura da rodovia foram  tomadas.