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Radares móveis vão ser extintos

Presidente Jair Bolsonaro promete acabar com radares móveis nas estradas já na próxima semana

por FolhaPress

13/08/2019 - 06h00

Cleber Caetano/PR

Jair Bolsonaro durante visita a canteiro de Obras na BR-116

Pelotas - Em evento oficial em plena na BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, para inaugurar a duplicação de 47 km da rodovia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reagiu às buzinas de um caminhão que dava sinal de apoio ao passar pela estrada e anunciou o fim dos radares móveis nas estradas a partir da próxima semana.

"É só eu determinar à PRF (Polícia Rodoviária Federal) que não use mais", disse Bolsonaro ao ser questionado sobre como eliminaria os radares.

MÁFIA DA MULTA

"Já que o caminhoneiro tocou a buzina ali. Vou deixar bem claro. Não são apenas palavras. Tô com uma briga, juntamente com o Tarcísio [ministro da Infraestrutura], na Justiça, para acabar com os pardais no Brasil. Essa máfia de multa, que vai para os bolsos de uns poucos daqui desta nação. É uma roubalheira esta verdadeira indústria da multa que existe no Brasil. Anuncio para vocês, que a partir da semana que vem não teremos mais radares móveis no Brasil. Essa covardia, de ficar no 'descidão', de ficar no final do 'retão', alguém atrás do mato para multar vocês, não existirá mais", disse o presidente, ovacionado.

Em julho, Bolsonaro fez um acordo com o MPF para colocar 2.278 radares em trechos críticos para acidentes sem monitoramento. Além disso, técnicos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) defendem os radares. Um estudo mostra que 8.301 faixas precisam de monitoramento (radar ou lombada eletrônica).

O presidente inaugurou 47 km de duplicação da BR-116, divididos em trechos, em uma região estratégica para escoamento de produção. A duplicação é importante especialmente para escoar a produção pelo Porto de Rio Grande e para países do Mercosul, como Uruguai e Argentina. 

Fundo Amazônia

Ao comentar a suspensão do envio de recursos do governo da Alemanha para o Fundo Amazônia - projetos de conservação ambiental e combate ao desmatamento, o presidente disse  que "o Brasil não precisa" desse dinheiro, e sugeriu que o governo alemão "faça bom uso". "Pode fazer bom uso dessa grana, o Brasil não precisa disso", afirmou Bolsonaro.

A ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, afirmou a um jornal local que o país decidiu reter uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 156 milhões, porque a "política do governo brasileiro na Amazônia levanta dúvidas".

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