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Nacional

Mancha de petróleo no NE indica algo 'extraordinário'

por Gabriel Ponte

09/10/2019 - 06h00

Alisson Frazão/Reuters

Homem mexe em mancha no Pontal do Coruripe, Alagoas

Brasília - Pelo volume de petróleo coletado em praias do Nordeste, de mais de 500 barris, algo extraordinário aconteceu na costa brasileira, maior do que a simples lavagem de um tanque de algum navio, sobre a origem da mancha de óleo que suja o litoral desde o início de setembro, avaliou o presidente da Petrobras nesta terça-feira.

"133 toneladas, são aproximadamente mais de 500 barris de petróleo, o que indica que não é simplesmente a lavagem de um tanque de navio. Alguma coisa extraordinária aconteceu, que não sabemos o que é, nem cabe à Petrobras a investigação. Temos outros órgãos, PF (Polícia Federal), Marinha, que têm essas atribuições. Petrobras somente explora e produz petróleo", disse Roberto Castello Branco a jornalistas, em Brasília.

Questionado sobre reportagens que apontaram, supostamente com base em análises da Petrobras, que a origem do petróleo seria na Venezuela, Castello Branco afirmou que o "relatório é reservado, confidencial da Petrobras para o Ibama".

"Eu não tenho autorização para divulgar. Há uma instituição de Estado", comentou.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que "tem no radar um país que pode ser a origem do petróleo". Mas o presidente não quis revelar qual nação estaria no foco da suspeita. Nesta terça-feira, o governante especulou sobre despejo criminoso.

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