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Tiro que matou Ágatha partiu de arma de PM, conclui inquérito

Caso foi registrado em favela do Rio de Janeiro, em 20 de setembro

por Estadão Conteúdo

19/11/2019 - 13h40

Reprodução

Ágatha tinha 8 anos e ia para a escola quando foi atingida

Rio de Janeiro - O tiro que matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos, partiu da arma de um policial militar, segundo inquérito concluído pela Delegacia de Homicídios. O cabo foi indiciado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, porque, de acordo com a investigação, houve um "erro de execução" por parte do agente. O relatório foi enviado ao Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ).

Ágatha estava dentro de uma Kombi, no Complexo do Alemão, em 20 de setembro, quando foi atingida pelo fragmento de um projétil. A menina chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento do Alemão (UP) e transferida para o Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Na ocasião, os parentes da garota já apontavam a PM como responsável pela morte.

O inquérito tomou como base depoimentos de testemunhas, de policiais militares em serviço na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região, que estavam no local do crime, diversas perícias e o laudo da reprodução simulada, realizada em outubro.

O resultado dessa perícia aponta que houve erro de execução por parte do PM. Segundo as investigações, o policial tentou atingir dois traficantes que passavam em uma moto, mas o projétil ricocheteou e atingiu Ágatha no interior do veículo. A Polícia Civil pediu o afastamento do cabo da UPP e a proibição de contato com testemunhas do caso.

A PM informou que o agente já está afastado de suas atividades nas ruas.

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