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Pedida prisão de ex-presidente paraguaio

Lava Jato suspeita de contato com doleiro já preso em esquema de lavagem de dinheiro

por Estadão Conteúdo

20/11/2019 - 06h00

São Paulo - A força-tarefa da Lava Jato deflagrou nesta terça-feira a Operação Patrón, que investiga o grupo que deu apoio à fuga e à ocultação de bens de Dario Messer, conhecido como o "Doleiro dos Doleiros". Os agentes cumpriram 37 mandados - 16 de prisão preventiva, 3 temporárias e 18 de busca e apreensão. Entre os pedidos de prisão, está o do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que teria ligação com Messer.

PRISÃO

Messer foi preso em julho, em São Paulo, em uma ação da Polícia Federal e da Procuradoria da República. Ele foi alvo da Operação Câmbio, Desligo - braço da Lava Jato no Rio de Janeiro. O doleiro comandava um gigantesco esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 5 bilhões, entre 2011 e 2017. Segundo o MP, o dinheiro alimentava crimes de corrupção, sonegação fiscal e evasão de divisas.

Messer estava foragido desde maio de 2017. Durante a maior parte do tempo ele ficou no Paraguai, onde contaria com a proteção de Cartes, que governou o país de agosto de 2013 a agosto do ano passado.

O ex-presidente terá um pedido de extradição protocolado pela Justiça brasileira e encaminhado para as autoridades paraguaias. O Paraguai, porém, não prende com base apenas em alerta de difusão vermelha da Interpol. Além disso, Cartes é senador vitalício e tem imunidade parlamentar.

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