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Deltan recorre ao STF contra punição

Procurador teve advertência imposta pelo Ministério Público

por Ricardo Brito

03/12/2019 - 06h00

Brasília - O chefe da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a punição de advertência imposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) na semana passada por críticas feitas à atuação de ministros da corte em um entrevista.

Em uma das falas à Rádio CBN em agosto do ano passado, Dallagnol criticou os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski pelo que chamou de "mensagem de leniência a favor da corrupção".

"Os três mesmos de sempre do Supremo Tribunal Federal que tiram tudo de Curitiba e mandam tudo para a Justiça Eleitoral e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre se tornando uma panelinha assim... que mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção", criticou ele.

No recurso com pedido de liminar que está nas mãos do ministro Luiz Fux, Deltan considerou a punição do colegiado como ilegítima e ilegal porque o procurador - e qualquer servidor público - tem direito à expressão, ainda que investidas de caráter crítico.

"Nada, portanto, justifica a sanção de advertência imposta, que despreza a incidência da excludente do exercício regular de direito (de liberdade de expressão, de extração convencional e constitucional, como visto)", disse.

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