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Paraisópolis: policiais são afastados

Seis policiais militares são retirados do serviço operacional após nove mortes de jovens em um baile funk na capital

por FolhaPress

03/12/2019 - 06h00

Marcelo Chello/Estadão Conteúdo

Corpo de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, é sepultado na Vila Nova Cachoeirinha

São Paulo - Seis policiais militares foram afastados dos serviços operacionais enquanto a morte de nove jovens na madrugada deste domingo (1), na favela de Paraisópolis (zona sul da capital paulista), é investigada pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM. Os jovens morreram após serem pisoteados durante uma intervenção da Polícia Militar na festa que reunia cerca de 5.000 pessoas.

A Polícia Militar confirmou a informação nesta segunda-feira, porém, usando o termo "preservados" aos policiais que ficarão fora das ruas. "Os PMs não serão afastados, mas sim preservados [dentro do batalhão] neste momento. Não há, até agora, nenhuma evidência de erro por parte dos policiais", afirmou o tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da corporação A Ouvidoria das polícias pediu o afastamento dos seis PMs, ontem. "É preventivo afastar os policiais envolvidos na ocorrência em razão da complexidade dela", afirmou o ouvidor Benedito Mariano. 

Parentes de vítimas e sobreviventes acusam os policiais militares de encurralarem os frequentadores do baile e depois agredi-los em vielas. PMs afirmam que perseguiam suspeitos em uma moto. Eles teriam entrado no baile e atirado contra os policiais, causando correria. 

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Militar afirmou que está investigando possíveis excessos e que um inquérito na Polícia Civil apura a o caso. 

A Defensoria Pública de São Paulo disse em nota que está à disposição dos parentes das nove vítimas que morreram em Paraisópolis, para a realização de atendimentos individualizados e em domicílio. 

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