Bauru e grande região

Nacional

Ministério da Saúde vai ampliar para 22,9 milhões total de testes

Volume engloba a aquisição de testes rápidos e laboratoriais diretamente pela pasta ou por meio de parcerias público-privadas

por FolhaPress

25/03/2020 - 06h00

Rodolfo Buhrer/Reuters

Funcionário da Hi Technologies trabalha numa bateria de testes de diagnósticos de coronavírus

Brasília - Diante do avanço do coronavírus no País, o Ministério da Saúde ampliará para 22,9 milhões o total de testes disponíveis para diagnóstico. O volume engloba a aquisição de testes rápidos e laboratoriais diretamente pela pasta ou por meio de parcerias público-privadas, além de doações.

O governo tem sofrido pressão para ampliação da testagem de possíveis casos da Covid-19. O número atual de testes já distribuídos a laboratórios dos estados é de 30 mil, montante considerado insuficiente. Nos últimos dias, a pasta vem ampliando progressivamente os anúncios de oferta de testes à população.

Inicialmente, o ministério anunciou que planejava oferecer 1 milhão de testes. Em seguida, subiu o número para 2,3 milhões. No sábado (22), passou a 10 milhões. Agora, serão 22,9 milhões. De acordo com o ministério, 12,9 milhões desse novo total fazem parte de uma primeira etapa que inclui uma nova leva de testes laboratoriais que usam a técnica de PCR e os primeiros testes rápidos a serem disponibilizados a profissionais de saúde e da área de segurança.

A análise dos testes com a técnica PCR dura de 1h30 a 4h e investiga material genético do vírus. Já os testes rápidos, que levam de 10 até 30 minutos, miram na detecção de anticorpos.

Parte dos testes rápidos foi adquirida pela Fiocruz e será importada da China. A estratégia de aplicá-los inicialmente em profissionais de saúde tem como objetivo garantir que funcionários da rede com sintomas tenham acesso a diagnóstico rápido.

Há duas estratégias possíveis. Na primeira, profissionais devem ser testados no oitavo dia após o registro de sintomas e recomendação de isolamento. Na segunda, eles passam por testes diários até o oitavo dia.

A definição considera as limitações dos testes rápidos, que precisam seguir protocolos para serem eficazes. O motivo é o fato de que o corpo demora de quatro a cinco dias para produzir anticorpos detectáveis pelos testes rápidos.

Segundo fontes do ministério, dependendo dos resultados em profissionais de saúde e segurança, o material poderá ter aplicação estendida para parte da população - como em estratégias específicas para conter surtos, garantindo o isolamento de casos confirmados. Esse material deve ser começar a ser entregue até o dia 30 deste mês.

Ler matéria completa