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Prevent Senior testa hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus

24/03/2020 - 23h11

A Prevent Senior, dona do hospital paulistano Sancta Maggiore, informa que iniciou um protocolo de pesquisa com o medicamento para malária hidroxicloroquina em alguns pacientes com diagnóstico comprovado da Covid 19. O Hospital Albert Einstein também deve realizar testes com a substância. A mãe dos proprietários da Prevent, de 72 anos, que está com coronavírus, já toma o medicamento. 

Nesta semana, a divulgação de um estudo preliminar sobre o uso do medicamento no combate do coronavírus fez sumir o produtos das farmácias.

Em vídeo gravado por Rafael Sousa, médico diretor da Prevent Senior, e por Cláudia Lopes, gerente médica, a empresa diz que comprou uma "quantidade suficiente para tratar todos os pacientes que precisarem".

"Mas eu reforço pra toda a população que essas medicações não têm evidência nenhuma que funcione de maneira preventiva. A gente pede que as pessoas não vão à farmácia para comprar essa medicação sem prescrição médica", diz Claudia.

Com 72 anos, a mãe dos diretores-fundadores da Prevent Senior, Fernando e Eduardo Parrilo, está internada em estado grave e é uma das primeiras pacientes a testar o tratamento com a cloroquina e a azitromicina (antibiótico usado para impedir infecções oportunistas), de acordo com Pedro Benedito Batista, cirurgião-geral e diretor-executivo da rede.

Cláudia Lopes afirma que o protocolo é experimental e só será feito em pacientes internados em estado crítico e cujos familiares derem o consentimento para o uso.

Segundo a assessoria de imprensa da Prevent, o projeto de pesquisa foi protocolado na Plataforma Brasil.

O Hospital Israelita Albert Einstein também prepara um protocolo de pesquisa para testar a droga e outras com potencial de tratar o coronavírus.

"Sempre seguindo os preceitos da boa prática cientifica. A gente faz o desenho do protocolo, que é avaliado por um painel de especialistas para ter a certeza de que os números estão corretos e submete à Plataforma Brasil para ser julgado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa", diz o médico e pesquisador Luiz Vicente Rizzo.

Segundo ele, enquanto não for feita a pesquisa e obter os resultados não dá para saber se ele funciona ou não. "Há alguns estudos mostrando que parece haver benefício importante para as pessoas com Covid-19 em respiração artificial."

"Mas está cedo, são poucos números, o FDA [agência de regulação de medicamentos americana] acabou de autorizar estudos maiores nos EUA e é com isso que vamos lidar." Segundo ele, outros hospitais brasileiros serão incluídos no estudo, além do Einstein.

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