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'Pacto pela vida' clama por escolhas científicas

Documento é assinado por dirigentes da CNBB, OAB, ABI e SBPC

por Estadão Conteúdo

08/04/2020 - 06h00

Brasília - "É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo". É o que apontam entidades da sociedade civil no "Pacto pela Vida e pelo Brasil", que defende a união dos cidadãos, governos e Poderes da República "para enfrentamento da grave crise sanitária, econômica, social e política que vive o País".

Em meio à pandemia do coronavírus, o documento ressalta a importância do SUS, pede "liderança ética, arrojada, humanística" e aponta para a necessidade de uma "sociedade mais justa, sustentável e fraterna".

Assinado pelos dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Comissão Arns, da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o texto será entregue nesta terça-feira, 7, Dia Mundial da Saúde, para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), o presidente do Senado Federal David Alcolumbre (DEM/AP), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli - e também para governadores.

No documento, as entidades afirmam o atual momento do País exige de todos, "especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis". "A humanidade está sendo colocada à prova", afirma.

Segundo o pacto, apenas "um amplo diálogo" pode levar a resolução da crise do novo coronavírus. Em específico sobre a pandemia, o texto ressalta a importância do isolamento - "único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio" - e diz que é necessário "repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro".

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