Bauru e grande região

 
Nacional

Decotelli encontra Bolsonaro e garante que fica no MEC

Após Argentina, agora universidade alemã diz que indicado para o Ministério da Educação não tem título de pós-doutorado alegado

por FolhaPress

30/06/2020 - 05h00

Marcos Oliveira/Agência Senado

Decotelli admite inconsistências em dados do currículo

Brasília - Após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, negou que tenha cometido plágio em dissertação de mestrado e disse que continua à frente do cargo. Mesmo com a declaração do ministro, o presidente pediu nesta segunda-feira (29) a deputados e assessores indicações de nomes para substituir Decotelli.

"Eu sou ministro e tenho trabalhado. Agora, vou ficar até a noite para corrigir ajustes no Sisu e no Enem", disse Decotelli no início da noite desta segunda. Em entrevista, na frente do Ministério da Educação, ele relatou que o presidente pediu esclarecimentos sobre informações equivocadas em seu currículo e discutiu novos programas da pasta.

CERIMÔNIA ADIADA

A nomeação de Decotelli foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (25), após anúncio feito pelo presidente.

O governo planejava uma solenidade de posse nesta terça-feira (30), mas a realização do evento foi adiada.

Bolsonaro teria ficado incomodado com a repercussão negativa dos erros no currículo de Decotelli e de acusações de plágio. O mandatário se queixou de que não houve a repercussão positiva esperada com a nomeação de um nome técnico e que, nas redes sociais, o tema se converteu em novo flanco de desgaste.

Decotteli foi escolhido para suceder Weintraub, que deixou o cargo após uma série de polêmicas com o STF (Supremo Tribunal Federal).

A nova análise no currículo do ministro, ordenada por Bolsonaro, serve para apurar se há mais inconsistências. O próprio Decotelli demonstrou nesta segunda-feira (29) preocupação com sua permanência.

INCONSISTÊNCIAS

Constava no currículo de Decotelli um doutorado pela Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, mas o próprio reitor da instituição, Franco Bartolacci, negou que ele tenha obtido o título.

Além disso, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que o novo ministro não possui título da instituição, ao contrário do que constava em seu currículo, que mencionava um curso de pós-doutorado.

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) entrou com representação pedindo apuração do órgão de possíveis prejuízos ao erário da nomeação do novo ministro.

Ler matéria completa