Bauru e grande região

 
Nacional

'Proteger e preservar a Amazônia é desenvolver o Brasil', diz Mourão

Vice-presidente voltou a defender o meio ambiente e quer participação da iniciativa privada com injeção de recursos

por FolhaPress

19/07/2020 - 05h00

Romério Cunha/VPR

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão, grava programa "Por Dentro da Amazônia"

São Paulo - O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que é preciso dialogar com o setor privado para preservar a Amazônia.

Mourão disse que é preciso "dialogar com a iniciativa privada para que ela efetivamente participe dessa preservação [da Amazônia], trazendo injeção direta de recursos na região. Então essa mensagem é uma frase muito clara: proteger e preservar a Amazônia é desenvolver o Brasil".

A declaração foi dada em entrevista ao programa "É Tempo de Amazônia", comandado por Marcello D'Angelo, que estreia no domingo (19), no AgroMais.

A gravação ocorreu na manhã de quinta (16) no estúdio do canal em Brasília e as declarações positivas do vice-presidente começaram a vazar na tarde de ontem.

Também participaram do programa de estreia a jurista Samanta Pineda, o ex-ministro Aldo Rebelo e o governador de Roraima, Antonio Denarium.

COALIZÃO

DO AGRONEGÓCIO

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, grupo formado por mais de 200 representantes do agronegócio, da sociedade civil, setor financeiro e academia, enviou nesta sexta-feira (17) uma carta para o presidente Jair Bolsonaro, para o Conselho da Amazônia, coordenado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, e para o Congresso defendendo que o País proteja os povos indígenas contra a pandemia de coronavírus e atividades ilegais, como garimpo.

"É possível ser uma potência florestal, agrícola e da biodiversidade e, ao mesmo tempo, conservar e expandir o enorme patrimônio natural do país. Mas este modelo só tem sentido se garantir também a proteção aos povos originários da floresta", afirma a Coalizão.

"A contribuição dos territórios indígenas para a integridade do bioma amazônico já foi comprovada em diversos estudos. Além da proteção ao meio ambiente, que beneficia também a produção agrícola, essas populações representam uma enorme riqueza e diversidade sociocultural. Por isso, sempre que a defesa dos territórios ou modos de vida dos indígenas brasileiros e seus conhecimentos tradicionais são ameaçados, o Brasil também corre risco", continua.

O grupo que reúne entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Abiec (de exportadores de carne), Amaggi, e ONGs como Imazon e Ipam, lembra que os povos indígenas são "historicamente vulneráveis a doenças e reféns de uma estrutura precária de serviços de saúde, especialmente na região Norte".

Ler matéria completa