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Nacional

Covid-19: Vale do Ribeira recua para a fase vermelha

Municípios da região terão de voltar a fechar o comércio não essencial

por Estadão Conteúdo

01/08/2020 - 05h00

GovSP

Governo faz a nona rodada de avaliação do Plano São Paulo

São Paulo - A região do Vale do Ribeira voltou à classificação "vermelha" do Plano São Paulo, programa de reabertura econômica do Estado em meio à pandemia do coronavírus, e terá de fechar seu comércio não essencial por ao menos mais duas semanas. A informação foi dada pelo governo paulista nesta sexta-feira (31), dia em que São Paulo registrou 13.298 casos de Covid-19 em 24 horas. O total de mortos chegou a 22.997 pessoas, 287 óbitos a mais do que o registrado na quinta (30).

A média móvel (soma dos total de registros dos últimos sete dias, dividido por sete) dos casos da covid-19 subiu 38% na comparação dos dados da última sexta-feira (24) com os dados de quinta (30), de 7.971 para 10.999 registros. Para os técnicos da Secretaria Estadual da Saúde, o dado está relacionado ao aumento do número de testes feitos para a detecção da covid-19.

Segundo o epidemiologista Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, entre os dias 10 e 16 de julho, foram feitos 33 mil testes do Estado. Entre os dias 17 e 23, foram feitos 42 mil exames, aumento de 27%.

"A testagem é a ferramenta, adequada que nós temos para sair desse platô neste momento, porque é através da testagem que nós vamos identificar os indivíduos que estão transmitindo o vírus para outras pessoas. Então, não devemos nos preocupar muito com o simples aumento de número de novos casos", disse o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo.

Segundo Gabbardo, a preocupação deve ser com o número de casos associados a outros indicadores. "Nas regiões onde o aumento de casos ocorre, mesmo que nós tenhamos aumentado a testagem, acompanhado de outros indicadores que mostram uma demanda maior de pacientes doentes, isto preocupa", disse João Gabbardo.

No caso do Vale do Ribeira, o retorno à fase vermelha foi associado ao crescimento da taxa de ocupação hospitalar nas cidades de Cajati, Registro e Pariquera-Açu. "Esses três municípios foram realmente os mais impactados", afirmou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

"O Vale do Ribeira tem uma população muito menor. Então, apesar de números absolutos pequenos, variações podem ser muito grandes e isso acaba refletindo numa mudança significativa nos indicadores. É possível que, nas próximas semanas, a gente tenha uma mudança importante e positiva nesta região", disse o coordenador do Centro de Contingência.

Internações crescem na Grande São Paulo

Nos últimos sete dias, a média móvel das internações cresceu 15% na região sudeste da Grande São Paulo (o ABC) e 14% na região sudoeste (que inclui cidades como Cotia e Itapecerica da Serra). "Acho importante lembrar que, se houve aumento na média móvel, na semana anterior houve redução. E a gente, inclusive, teve uma frente fria que chegou e que pode por exemplo causar mais infecções respiratórias e as pessoas podem se internar mais", disse Paulo Menezes.

O coordenador do Centro de Contingência disse ainda que não há relação entre o crescimento no sudoeste e a situação na região vizinha, o Vale do Ribeira, que regrediu no plano de abertura. "Nossa avaliação é que uma situação não tem nenhuma relação com a outra", afirmou Paulo Menezes.

"Vamos observar essa evolução ao longo desta (a próxima) semana, e se houver a redução comparando os sete dias com os sete dias anteriores, essa regiões podem regredir de fase. No momento, não", disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, citando as duas regiões mas também as áreas de Araraquara e da Baixada Santista.

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